Não há receitas únicas para derrotar o avanço dos ultras. Mas há pistas. Sabemos que o campo democrático tem de encabeçar as reivindicações das mulheres, dos negros, dos favelados, dos sem-terra, dos sem-teto e dos jovens.
Os lisboetas viram passar na Av. da Liberdade “o maior desfile militar dos últimos cem anos”, para assinalar o Armistício da I Guerra Mundial. Ora, se há guerra de que ninguém se deva orgulhar, esta é uma delas.
Nas folhas de publicidade dos principais jornais do país foi publicado um um manifesto pelo eucalipto, algo que até agora ainda não tinha surgido na sociedade portuguesa.
O melhor antídoto contra a extrema-direita sempre foi a perspetiva de progresso, de melhoria social, de criarmos um futuro melhor em conjunto e para todos.
É tempo de acordarmos e de não temer chamar o fascismo pelo seu verdadeiro nome. O fantasma que percorre o mundo vai-se aninhando na Hungria, na Polónia, na Itália, nos E.U.A., nas Filipinas, e hoje no Brasil.
A maioria dos portugueses pode não ser mobilizável contra a tourada, mas isso não que dizer que a aprecie. Nas camadas mais jovens a oposição às touradas cresce, assim como a consciência sobre os direitos dos animais.
A forma de precarização, porventura mais sofisticada, contínua viva na legislação laboral, que não traz soluções concretas para os jovens, que procuram apenas uma vida (a sua vida).