Vítor Franco

Vítor Franco

Dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Energia e Águas de Portugal, SIEAP.

Os governos do centro político disseram sempre que “ninguém é ilegal” e negaram-se a dar “papéis para todos”. Quase sem vistos nos países de origem os imigrantes ficaram entregues às redes de tráfico humano. As consequências são dramáticas.

Ser idoso não pode ser o resto de um trabalhador que já não consegue vender a sua força de trabalho ou o resto de um ser humano sem dinheiro! A dita democracia liberal em que vivemos não é a que a dignidade e os direitos humanos exigem.

Quando algo corre mal o Estado tem responsabilidades de salvar ou proteger bancos e multinacionais, quando o rio dos lucros corre mais do que a “chuva na Escócia” aí a economia tem de ser livre e liberal.

O encerramento da central térmica de Sines tornou mais visível uma outra face da administração da EDP: o abuso sobre os seus próprios trabalhadores!

Um grupo de milionários propôs aumento de impostos para os mais ricos. Os governos dos próprios países não querem que eles paguem. Preferem manter o sistema, os offshores, as fugas aos impostos legalizadas, o dumping social.

A transição energética é só um negócio empresarial milionário e quem fica sem trabalho [as vítimas da transição] come com a família de onde, paga a renda de casa de onde?

A burguesia “fez da dignidade pessoal um valor de troca; substituiu as numerosas liberdades, conquistadas com tanto esforço, pela única e implacável lei do comércio”. Isto escreveram Marx e Engels, no Manifesto Comunista em fevereiro de 1848. Foi aqui que a minha reflexão veio parar!

Uma Autoridade é uma entidade, ou uma pessoa, que tem o direito de se fazer obedecer perante outras entidades ou pessoas.

Em Portugal, como em todo o mundo, sucedem-se os episódios de falta de material e equipamentos para fazer face à pandemia de Covid-19.

O Sindicato dos Médicos da Zona Sul acusa o SAMS de “atitude irresponsável, que colocou em risco a saúde dos seus trabalhadores e dos doentes”.