Há uns dias pudemos ler nos jornais a notícia sobre o fecho das salas de cinema comercial na cidade de Viana do Castelo. É estranho pensar numa cidade sem salas de cinema comercial. As reais questões que se colocam são: não estará o cinema a falhar como negócio?
Mesmo que o salário tenha chegado, chega para quem? Para quem ganha 700 euros? Para quem vive de uma reforma de 400 euros? Para quem terá de continuar a pagar renda, empréstimos, eletricidade, água mesmo sem casa habitável?
A capacidade de renovação da esquerda será uma das melhores garantias contra o crescimento do fascismo. O saber apontar e lutar contra os problemas atuais, a superconcentração capitalista, a desregulação de horários de trabalho, a desregulação e decadência de serviços públicos.
O mais importante é que Seguro dá garantias de não ser mais um avençado e de cumprir os serviços mínimos desta democracia. Pelo contrário, Ventura é um saudosista de Salazar, apoiado pelo grupo neonazi 1143.
O futuro da carreira docente tem sido tema de discursos alarmistas: os professores estariam prestes a deixar a Administração Pública. Não é assim. Insistir nesse discurso não contribui para enfrentar os verdadeiros ataques hoje feitos aos professores e à escola.
Como em tantos momentos da história, cabe a quem não recua perante o avanço dos inimigos da democracia construir a força que os irá travar. Na segunda volta, e na luta diária por uma sociedade mais justa e solidária, secaremos a fonte que alimenta o ressentimento e o ódio.
O tempo da apatia política acabou. Este artigo explora o termo “hiperpolítica”, como proposto por Anton Jäger para tentar entender como mudou esta relação entre a participação na sociedade.
Recuso-me a aceitar que a resposta à crise seja o ódio ou o retrocesso. A nossa luta tem de ser a de explicar que a verdadeira justiça social não se faz contra as minorias ou contra os direitos das mulheres, mas sim com o reforço dos serviços públicos e com políticas de igualdade reais.
O Ministro da Presidência entretém-se no TikTok, reduzindo um ministério a uma competição de likes. Enquanto isso, os Leirienses não conseguem ligar para o 112 porque houve novamente uma falha de telecomunicações de dimensões bíblicas. O TikTok de Leitão Amaro funciona melhor que o SIRESP e que os geradores que ainda não chegaram a esta região.
Esta campanha demonstrou que mesmo na era da hiperpolítica é possível construir mobilização e energia coletivas que contrariam a ideia de uma participação individualista e atomizada. É mesmo possível retirar as pessoas da sua solidão e encontrar alegria na participação política.