O segundo número da revista sobre os mundos do trabalho já está disponível online. O dossier sobre Trabalho e Imigração fala dos desafios que coloca a grande transformação no perfil e na composição da classe trabalhadora em Portugal.
Em solidariedade, em sororidade, Shahd oferece-nos esta Chuva de Jasmim, porque ela acredita que juntos, juntas temos a capacidade de um dia haver chuva de jasmim!
O muito aguardado documentário de Raoul Peck, em estreia esta semana, é como um prenúncio distópico do mundo em que vivemos. Por isso mesmo é tão valioso conhecer este complexo historial ensaísta sobre o ímpeto totalitário de tantos candidatos a ditadores.
Provocador, politicamente engajado, satírico e cinéfilo, o cinema de Radu Jude oferece-nos, a cada novo filme, um olhar incisivo sobre o neocapitalismo contemporâneo, as suas inconsistências e idiossincrasias.
Acordo de Empresa prometido há mais de uma década continua por concluir e os baixos salários fazem aumentar a insatisfação. Nem a atual administração resolve, nem o Governo responde à carta subscrita por 90% dos trabalhadores.
Este livro é um relato de uma sobrevivente do genocídio do Ruanda. Tal como os nazis achavam que os judeus eram untermensch (infra-humanos), os sionistas acham que os palestinianos não são gente, os hútus consideravam os tútsis baratas (inyenzi), uma etnia que tinha de ser esmagada.
Um documentário de Laura Poitras e Mark Obenhaus presta homenagem ao lendário repórter de investigação que revelou o massacre de Mỹ Lai (1969), os abusos na prisão de Abu Ghraib (2004) e a sabotagem do gasoduto Nord Stream (2023).
Neste seu último filme, Cristian Petzold parece despojar o seu cinema ao máximo, deixando-nos (quase) apenas o que podemos chamar de um esboço, um rascunho de filme. Em todo o caso, com tudo lá dentro.
Sim, acho que ele era um mau poeta e um reacionário ideológico. Mas também acho que Pasolini foi um dos grandes realizadores do cinema italiano. Não era bom a falar, mas era muito bom a ver, e previu o futuro distante, porque era um visionário no sentido de profeta.
Nouvelle Vague é um filme de amor. Amor a uma época, a um grupo de jovens que ousou reinventar o cinema, e a uma linguagem que ainda hoje continua a inspirar.
A perspetiva da Netflix adquirir um dos estúdios mais reconhecidos dos EUA é não só o culminar de duas décadas de perturbação da indústria cinematográfica por parte de Silicon Valley, mas também um processo muito mais longo de tentativa de capturar e comercializar a cultura.
É num permanente questionar, entre diálogos abertos, em ritmo pausado, que Hartley nos interessa pelos destinos das personagens, ligadas por opiniões sobre espiritualidade, política, religião, e, claro, a condição humana e o sentido da vida.
Uma história dedicada pela autora “às mulheres e crianças que foram mandadas para as casas de mães e bebés e para as lavandarias de Madalena da Irlanda”. Artigo de Berta Alves.