O diário israelita Haaretz noticiou na quinta-feira que as Forças de Defesa de Israel aceitam como boa a estimativa do Ministério da Saúde de Gaza de que 71 mil pessoas morreram vítimas dos ataques das tropas sionistas ao território desde outubro de 2023.
Estes números dizem respeito apenas às mortes diretamente associadas aos bombardeamentos e tiros das tropas israelitas, pelo que não incluem os desaparecidos que possam estar ainda sob os escombros dos bombardeamentos que arrasaram a Faixa de Gaza, nem os palestinianos que morreram devido à fome utilizada como arma de guerra ou de doenças que não puderam ser tratadas por causa da destruição dos hospitais e do bloqueio à entrada de medicamentos e material médico no território.
Ao longo dos dois anos de genocídio em Gaza, a diplomacia israelita e as suas caixas de ressonância em muitos países não pouparam esforços para tentar desacreditar esta contagem das mortes que o Ministério de Saúde de Gaza divulgava diariamente, considerando-a exagerada. Outras investigações de organismos internacionais, pelo contrário, concluíram que eram credíveis ou que os números estariam até subestimados.
Os militares israelitas dizem agora estar a examinar os números das suas vítimas para tentar posteriormente separá-las entre “combatentes” e “civis”, uma distinção que a contagem do Ministério da Saúde de Gaza não faz, acompanhando o registo do óbito com o nome da vítima sempre que é identificada, o que acontece em cerca de 90% dos casos.