Saúde

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O Governo autorizou aumentos de 40% no pagamento aos médicos prestadores de serviços. Para a FNAM, a medida vem desincentivar a fixação de médicos no SNS e contribuir ainda mais para a saída dos profissionais.

Insatisfeitos com a forma como as negociações sobre carreira e valorização salarial estão a ser conduzidas, os enfermeiros promoveram, esta sexta-feira, um dia de greve geral. Centenas de enfermeiros juntaram-se em Lisboa, num desfile com início no Campo Pequeno e que se dirigiu ao Ministério da Saúde.

Federação Nacional dos Médicos leva dez pontos de negociação para a reunião com o Ministério da Saúde na sexta-feira. Bloco de Esquerda considera que a direção executiva do SNS agora demissionária “serviu de biombo para o Ministério se esconder e se escudar das responsabilidades de decisão política”.

A atual ministra da Saúde liderava a administração do hospital que levou ao encerramento do serviço contra a vontade dos médicos. Oito especialistas saíram entretanto para o privado.

A Federação Nacional dos Médicos solicitou uma reunião urgente com a Ministra da Saúde. Fixação de médicos no Serviço Nacional de Saúde, horário de trabalho de 35 horas e medidas para assegurar médico de família a todas as pessoas são alguns dos temas a abordar.

No ano passado, os profissionais de saúde realizaram 16,9 milhões de horas extraordinárias. A estas juntaram-se mais seis milhões de horas de trabalho por parte de tarefeiros, sobretudo médicos.

Número de notificações de infeções sexualmente transmissíveis aumentou em Portugal e na Europa, mas o nosso país deixou de ter um plano estratégico para a prevenção e controlo destas doenças.

Direção-Geral da Saúde encara o anonimato de doentes com infeções sexualmente transmissíveis como entrave à interrupção das cadeias de transmissão. Grupo de Ativistas em Tratamento diz que a medida é contraproducente e ineficaz.

 

Sociedade Portuguesa de Diabetologia alerta para o atraso do Governo na entrega das bombas de insulina de última geração aos utentes. Anúncio foi feito em maio de 2022, mas só esta semana avançou o concurso público para a aquisição.

A falta de médicos que levou ao encerramento de vários Serviços de Urgência está a agravar-se em vários hospitais do país. Desta vez, "não foi preciso os médicos atingirem as 150 horas" extraordinárias para o problema ser visível.

Investigadores da Universidade de Oxford publicaram na revista Lancet uma análise de treze estudos realizados em países desenvolvidos que privatizaram a gestão hospitalar. O que se poupou na despesa pagou-se caro no excesso de mortalidade.

Funcionários, auxiliares e técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica concentraram-se à porta do hospital gerido por uma PPP e exigem as 35 horas semanais para todos, mais contratações e valorização de carreiras e salários.

Enquanto o quarto candidato da AD em Lisboa promete lutar por um novo referendo e se gabou das dificuldades impostas pelo último governo da direita às mulheres que recorriam à IVG, as obstetras Ana Campos e Maria José Alves defenderam o alargamento do prazo, a regulamentação da objeção de consciência e o fim da obrigatoriedade do período de reflexão de três dias. 

Mais de vinte internistas do Hospital de Cascais, gerido em PPP, subscrevem uma carta onde afirmam que está "em risco a prestação de cuidados a doentes com patologia neurológica”. Há apenas uma neurologista no hospital e a maior parte do trabalho de neurologia é assegurado por clínicos de medicina interna. 

Mariana Mortágua frisou que é preciso pôr em prática medidas que privilegiem os cuidados de saúde primários, com serviços de proximidade e equipas de saúde familiar multidisciplinares. “Ninguém se engane: temos de os travar - a AD, IL e Chega - se quisermos salvar o SNS em Portugal”, alertou.