Saúde

No INEM de Coimbra, Pureza acusou Montenegro de “irresponsabilidade” pela falta de meios

09 de janeiro 2026 - 12:31

O coordenador do Bloco visitou o INEM de Coimbra e afirmou que em vez de dar garantias de segurança às pessoas, Luís Montenegro “só está a tentar pôr-se bem na fotografia”.

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Técnico de emergência pré-hospitalar do Instituto Nacional de Emergência Médica
Técnico de emergência pré-hospitalar do Instituto Nacional de Emergência Médica. Foto António Pedro Santos/Lusa

José Manuel Pureza visitou esta sexta-feira o INEM de Coimbra e deixou elogios à “dedicação extraordinária e profissionalismo acima de toda a prova” de quem ali trabalha por entre uma “escassez de meios”. Recordou que tinha ali estado em 2024 com Mariana Mortágua “e os problemas que constatámos na altura são exatamente os mesmos de agora”. Daí conclui que “a política dos sucessivos governos continua a não planear e só vai atrás do prejuízo”.

Sublinhando que “é a segurança das pessoas que está em causa”, José Manuel Pureza defende que o que se espera de um Governo é “responsabilidade e solução”. Mas o que Luís Montenegro fez na véspera na Assembleia da República ”foi todo o contrário disso”, apontou o coordenador bloquista, referindo-se ao anúncio da compra de ambulâncias que já estava decidido pelo governo anterior há mais de dois anos.

“Cada um de nós sente que não está seguro se tiver um problema grave de saúde que precise de emergência. É o primeiro-ministro que tem de dar garantias às pessoas de que há condições de segurança. E não o está a fazer, só está a tentar pôr-se bem na fotografia”, prosseguiu Pureza, que vê na falta de investimento na emergência médica “a réplica da falta de investimento no SNS”.

Sobre a ministra Ana Paula Martins, Pureza entende que “há tempo demais que não devia ser ministra da saúde”, pois “a sua incapacidade de resolver problemas é gritante e a cada problema junta mais dois ou três problemas”, pelo que não se entende que Luís Montenegro prossiga em fazer a “defesa da ministra que já deixou de ser um problema porque é totalmente inexistente”.

Referindo os casos das três vítimas mortais à espera de socorro durante esta semana, José Manuel Pureza diz que “cada caso é a evidência da irresponsabilidade deste governo”. Mas embora esteja seguro de que “a estratégia para a desqualificação do SNS é deliberada para criar uma área de negócio para os privados”, o coordenador do Bloco diz não querer acreditar que na emergência médica haja uma estratégia de desqualificação, pois “isso seria de um domínio que não quero qualificar”.

Esta falta de responsabilidade “por parte de sucessivos governos em dotar o sistema de emergência médica em Portugal dos meios humanos, logísticos e materiais” reflete-se também no INEM de Coimbra, onde os profissionais “estão a envelhecer” e para os substituir no futuro “será necessário o planeamento que não está a haver”, mas também no parque de ambulâncias que conta com “muitos veículos envelhecidos e parados para reparação”, concluiu Pureza.