Sociedade

Na semana passada, várias faculdades portuguesas foram ocupadas por estudantes. A causa palestiniana inundou a academia. A agitação social dos últimos dias está aí (e recomenda-se), apesar de um silêncio ensurdecedor por parte dos órgãos das universidades e de muitos dos comentadores da nossa praça.

Luís Monteiro

Em dia de forte paralisação, os trabalhadores da Função Pública também saíram à rua e lembram que o governo ainda nem negociou a proposta sindical. Mariana Mortágua diz que o Governo prometeu resolver problemas em campanha mas agora está a deixar arrastá-los “sem solução à vista”.

Leiria, Coimbra e Braga continuam fortemente endividadas devido ao evento desportivo. A última destas autarquias pondera vender o espaço. As outras duas vão tentando equilibrar contas arrendando os estádios a empresas, serviços de saúde e até instituições pública.

No primeiro trimestre os cinco maiores bancos registaram uma subida de 33% relativamente ao ano passado. A maior parte dos ganhos por causa da diferença entre os juros cobrados nos empréstimos e os juros pagos nos depósitos.

A gráfica Printer Portuguesa está a cometer lock-out, uma ilegalidade punida por lei. 120 trabalhadores não receberam o salário de abril. A gráfica é propriedade de Álvaro Sobrinho. O ex-presidente do BES Angola tem bens arrestados em Portugal mas fatura milhões noutros países.

Empresa detida por Álvaro Sobrinho afastou os trabalhadores dos seus postos de trabalho no final do mês passado e não pagou os salários de abril. Perante este lock-out encapotado, os trabalhadores continuam a exigir respostas da administração e a intervenção do Governo.

Dois meses depois do despedimento, a empresa volta a contratar trabalhadores para o mesmo local. Sindicato denuncia pressões para os trabalhadores assinarem alterações a contratos, “alterações instantâneas” dos horários e trabalho extra não pago.

Os militantes do grupo de extrema-direita viajaram de Lisboa com o objetivo de impedir a realização de uma sessão de esclarecimento. A GNR foi chamada ao local e conseguiu retirá-los do espaço.

Uma criança nepalesa de nove anos foi espancada por colegas numa escola em Lisboa, com motivação racista e xenófoba. Bloco questionou Governo e Mariana Mortágua diz que “não é com a polícia em cada recreio que vamos combater o racismo”.

Inquérito da agência da UE para os direitos fundamentais conclui que a discriminação continua em níveis altos e que o bullying, assédio e violência aumentaram desde 2019.

O homem detido pela PSP na noite dos ataques no Porto participou na manifestação organizada pelo grupo neonazi de Mário Machado. Polícia acredita que os restantes suspeitos também pertencem ao grupo 1143.

Partido de extrema-direita marcou manifestação para a manhã de sábado junto ao local onde foram agredidos imigrantes há poucos dias. José Soeiro acusa Rui Moreira de permitir “a celebração de um crime no local onde esse crime aconteceu”.

Mariana Mortágua anunciou requerimento para ouvir secretária de Estado dos Assuntos Fiscais e diretora da Autoridade Tributária no Parlamento, bem como diligências para que seja efetuada uma auditoria por parte do Tribunal de Contas e da Inspeção-Geral de Finanças.

Fenprof contesta a intenção de revogar o decreto do anterior executivo que permite aos docentes afetados pelos dois períodos de congelamento da carreira recuperar o tempo em que ficaram a aguardar vaga para os 5.º e 7.º escalões.

A polícia entrou na Faculdade de Psicologia em Lisboa na quinta à noite para expulsar os estudantes acampados. Oito estudantes foram detidos e queixam-se de violência policial. 

A cadeia de supermercados é acusada de negar horário flexível às mães e pais que o solicitam e de propor às mães trabalhadoras que vão para o desemprego sempre que estas exigem o cumprimento dos seus direitos.

A greve desta quinta-feira conta com uma adesão acima dos 90%, segundo o sindicato. Em plenário, decidiram marcar dois dias de greve por mês até que a administração aceite um aumento salarial mínimo de 80 euros e 9,60 euros de subsídio de refeição.

Sob o lema “justiça para quem nela trabalha”, os funcionários judiciais estiveram esta terça-feira em protesto em frente ao Ministério da Justiça. Exigem a dignificação da carreira e aumentos salariais.

O apelo à paz e ao fim do genocídio em Gaza dão o mote às vigílias nas universidades, num momento em que a contestação ao genocídio sobe de tom nas universidades dos Estados Unidos e quando Israel avança com a invasão de Rafah.

Mobilização dos trabalhadores da Efacec é um "grito de alerta" perante a ameaça de despedimento coletivo e a recusa de diálogo da nova administração, na sequência do processo de reprivatização concluído no final do ano passado.