“Amiga, faz greve!”, é o título do apelo dirigido às mulheres e subscrito por vinte associações e dezenas de ativistas.
“Querem por-nos a trabalhar 10h por dia sem receber horas extra. Querem eternizar os contratos precários. Querem facilitar a chantagem para aceitarmos perder direitos quando nos despedem”, refere o manifesto, elencando alguns dos objetivos do pacote laboral do Governo.
“Amiga, nós já somos as mais mal pagas e as mais precárias. Ganhamos menos 17,5% do que os homens sem razão para isso a não ser o machismo. Somos assediadas no trabalho. E discriminam-nos na hora de contratar ou nas progressões por sermos mães, por podermos vir a ser ou simplesmente por não sermos do clube dos rapazes”, prossegue o apelo.
Além destas, apontam mais razões para a indignação das mulheres: “o Governo insulta-nos ao dizer que mentimos quando exercemos o direito à amamentação. O mesmo Governo que não nos dá paz na hora de parir. E não cria condições para a justiça quando somos agredidas”.
“Amiga, temos todas as razões para fazer greve e protestar”, conclui o apelo subscrito pelas associações e coletivos Por Todas Nós - Movimento Feminista, As Feministas.pt, Associação Portuguesa Pela Igualdade, Baque Mulher Lisboa, Clube Safo, Coletivo Feminista As DEsaFiantes, FEM - Feministas em Movimento, Grupo partilha de Vivências-GPV, HeForShe ULisboa, Manas, Marcha do Orgulho Santarém, Núcleo Feminista da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, Mulheres Imigrantes dos PALOP em Portugal, Opus Diversidades, OVO Observatório da Violência Obstétrica, Pagu - Associação Cultural Popular de Vila Nova de Gaia, Porta a Porta - Casa para Todos, SintraFriendly - Colectivo Juvenil LGBTIQA+ de Sintra e Apoiantes, SOS Racismo e UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta.