Greve Geral

Trabalhadores em greve “são uma esperança enorme”, diz Pureza

02 de junho 2026 - 21:55

Na Marinha Grande, a greve geral no setor vidreiro começou ao fim da tarde de terça-feira à entrada do turno da Vidrala. José Manuel Pureza esteve no piquete e viu na unidade destes trabalhadores “um sinal de esperança enorme”.

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Piquete de greve na Vidrala, Marinha Grande
Piquete de greve na Vidrala, Marinha Grande. Foto Esquerda.net

“O turno está unido”, é assim que Gil Ferreira carateriza o início da Greve Geral na Vidrala, na Marinha Grande. “A nossa luta é contra este Governo e contra este pacote laboral”, diz ao coordenador do Bloco de Esquerda, que esteve presente no piquete pelas 20h em solidariedade com estes trabalhadores.

São dezenas de trabalhadores que se juntaram à porta da Gallo Vidro, da Vidrala, para fazer saber que lutam contra um retrocesso nos direitos e que não desistem.

“É um sinal de esperança enorme ver estes trabalhadores mobilizados e unidos”, disse José Manuel Pureza. “Tenho a certeza que a greve geral de amanhã será enorme porque em todo o país há quem esteja do lado da decência, do lado de quem trabalha e a defender os seus direitos”.

Para o dirigente bloquista este pacote laboral “representa a vontade explícita do Governo”, que é “atacar e espezinhar quem vive do seu salário, para beneficiar grandes grupos económicos”. E “é contra isso que estamos a lutar”, sublinha.

José Manuel Pureza no piquete de greve no Metropolitano de Lisboa
José Manuel Pureza no piquete de greve no Metropolitano de Lisboa.

Esta é a primeira paragem do coordenador do Bloco de Esquerda nos piquetes de trabalhadores da Greve Geral de 3 de junho de 2026, que culminará na manifestação convocada pela CGTP em Lisboa. 

Ainda esta noite, José Manuel Pureza esteve no piquete dos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa, que estará encerrado durante todo o dia de quarta-feira.

Em declarações aos jornalistas, apontou que vai ser longo o trâmite legislativo do pacote laboral na Assembleia da República, com a certeza de que “os trabalhadores não baixarão os braços”. Por isso, “é muito importante que haja hoje um sinal muito forte e que essa força se mantenha ao longo do tempo para derrotar o pacote laboral”.

Quanto à postura assumida pelo Governo, Pureza afirmou que é marcada por “uma arrogância que é um sinal de desespero, de quem percebeu que já perdeu e está a fazer tudo para desmobilizar os trabalhadores. Mas não vai conseguir e esta greve vai ser uma greve muito grande” porque “para lá da derrota que este pacote laboral já teve nos sindicatos, ele é detestado pela grande maioria da sociedade portuguesa”.

O líder da CGTP também esteve neste piquete de greve e acusou o Governo de “prepotência” neste processo e os seus objetivos passam por “continuar a agredir os trabalhadores e a continuar a favorecer aqueles que têm sido favorecidos ao longo destes anos”.

Tiago Oliveira deixou “um apelo muito forte aos trabalhadores para que façam do dia 3 de junho um grande momento de luta e uma grande greve geral”.


Notícia atualizada às 0h15 de 3 de junho.