Greve Geral

Madeira: Governo impõe serviços mínimos, sindicato contesta “despacho ilegal”

02 de junho 2026 - 15:24

Despacho do Governo Regional da Madeira impõe serviços mínimos aos trabalhadores da Águas e Resíduos da Madeira à margem da lei. SITE-CSRA acusa o governo e a empresa de quererem aplicar já as medidas gravosas do pacote laboral.

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Trabalhador da Água e Resíduos da Madeira
Foto Água e Resíduos da Madeira/Facebook

A lei diz que os serviços mínimos devem ser definidos por instrumento de regulamentação coletiva ou por acordo entre as partes. Mas na Madeira, o Governo Regional decidiu ser ele próprio a definir os serviços mínimos na empresa pública Águas e Resíduos da Madeira através de despacho.

A reunião entre a administração da empresa e os sindicatos realizada esta semana terminou sem acordo, com o SITE-CSRA a defender que fossem aplicados os mesmos serviços mínimos acordados para as greves de fevereiro e março do ano passado e a administração da ARM a recusar e a ameaçar repetir o despacho conjunto com o Governo Regional, tal como aconteceu na greve geral de 11 de dezembro, vindo a concretizar a ameaça esta segunda-feira.

O sindicato diz que se trata de uma “repetição da ilegalidade” cometida em dezembro e que levou a Fiequimetal a apresentar uma providência cautelar no Tribunal Administrativo da Madeira, argumentando que o Governo Regional não tem competências para decretar serviços mínimos. Desta vez, prometem ir “até às últimas consequências no plano jurídico para impugnar as decisões ilegais e arbitrárias do Governo Regional, que viola a legislação laboral e os princípios da negociação coletiva”.

“A ARM conjuntamente com o Governo Regional da Madeira não pode querer aplicar já aos trabalhadores as medidas gravosas deste pacote laboral”, aponta o sindicato, concluindo que a resposta a este ataque é “demonstrar toda a unidade dos trabalhadores e a participação na Greve Geral de 3 de junho”.