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O partido quer explicações de Margarida Blasco sobre as iniciativas que resultaram em violência e ameaças por parte de grupos de extrema-direita nas últimas semanas.

Porque é que tantas pessoas estão obcecadas com falsas conspirações mas ignoram as conspirações verdadeiras? George Monbiot foi falar com uma destas pessoas para tentar descobrir a resposta.

George Monbiot

No discurso da noite eleitoral, Catarina Martins prometeu levar para Estrasburgo os combates que travou nesta campanha. Mariana Mortágua destacou a resistência do Bloco e o recuo da extrema-direita face às legislativas como elementos positivos desta eleição.

A cabeça de lista do Bloco nas eleições vinca que o Parlamento Europeu está no centro de muitas das decisões que são tomadas, seja da guerra e da paz, seja do preço das coisas do supermercado” e que é importante que não se abdique do “poder” e do “direito” que é o voto e que é igualmente um “dever cívico”.

Nestas eleições para o Parlamento Europeu, devido à desmateralização dos cadernos eleitorais, pode-se votar em qualquer mesa de voto. O Portal do Eleitor disponibiliza a informação de onde se pode votar e quanto tempo está a demorar.

No comício final de campanha em Almada, Catarina Martins apelou ao voto lembrando que desta vez não há desculpas para não ir votar. E afirmou que cada voto no Bloco será decisivo para continuar a defender no Parlamento Europeu os direitos humanos, a paz, a transição climática justa, o salário e a casa para viver.

Catarina Martins fez a última arruada de campanha em Lisboa, no culminar de uma campanha “muito bonita” e em que recebeu “muito carinho” das pessoas. Mariana Mortágua apelou ao voto para “defender os direitos humanos, os direitos das mulheres e a solidariedade, sem nunca ceder”

O economista austríaco que dirige o Partido da Esquerda Europeia é o 'Spitzenkandidat' da esquerda e fez das respostas à crise na habitação a sua principal bandeira de campanha eleitoral.

Num debate das legislativas de 2022, Catarina Martins confrontou André Ventura com a sua condenação na justiça por declarações racistas. E na noite eleitoral defendeu que “cada deputado racista” então eleito “é um deputado racista a mais”. Ventura tentou a desforra nos tribunais, mas o Ministério Público mandou arquivar a queixa.
 

Num apelo ao voto na reta final da campanha, Catarina Martins afirmou em Braga que a “União Europeia é esta luta concreta das nossas vidas” e que é também na Europa que “se luta pelo salário, pelo contrato de trabalho, pelo tempo para viver e por uma casa onde morar”.

Confrontado com o caso de um imigrante que se queixou de ter sido vítima de racismo no país, o líder da extrema-direita virou-lhe costas e os seus apoiantes tentaram perturbar as explicações que dava aos jornalistas.

Numa ação de campanha em Barcelos, Catarina Martins comentou a vinda a Portugal da candidata a presidente da Comissão Europeia apoiada pela AD e disse que “hoje é bom dia para se perceber quem é que está do lado dos direitos humanos”.

Em apenas 24 horas Cristina Dias conseguiu enviar o pedido de rescisão, vê-lo aprovado, obter o cálculo da indemnização e ainda teve direito a dispensa do tempo de serviço para a renúncia.

No comício do Porto do Bloco, falou-se ainda de combate à pobreza, de construir uma Europa cooperante para além do mercado, da importância de estancar a extrema-direita e contrariar a indiferença com a força da vibração democrática.

Candidata do Bloco às europeias afirma que o próprio Governo reconhece que os consulados não têm meios para dar resposta aos pedidos dos imigrantes e que a sua medida significa o regresso a um passado de má memória.

Em Aveiro, Catarina Martins defendeu o alargamento do projeto-piloto da semana de quatro dias e deu o exemplo do fim dos estágios não-remunerados ou dos direitos dos trabalhadores das plataformas digitais para mostrar que “é possível no Parlamento Europeu lutar pelo trabalho". Luís Fazenda destacou o papel da luta pela redução do horário de trabalho na história do movimento dos trabalhadores.
 

Mariana Mortágua reagiu ao plano do Governo para acabar com o mecanismo que permite aos imigrantes regularizarem-se quando chegam a Portugal em busca de trabalho. E diz que é “um regresso ao passado” que vai provocar a acumulação de processos e as regularizações extraordinárias ao fim de alguns anos.

O ativista pelos direitos humanos Miguel Duarte interveio no comício do Bloco e defendeu a reversão do Pacto para as Migrações que “abre as portas à institucionalização da violência” nas fronteiras da União Europeia.

Num comício ao ar livre em Lisboa, Catarina Martins  prometeu que “cada voto no Bloco é muito mais do que uma garantia contra o recuo: é a força para avançar” nas políticas de igualdade e nos direitos das mulheres.

A candidata do Bloco de Esquerda às europeias junta-se aos cabeças de lista da esquerda espanhola, francesa, sueca, finlandesa, italiana, dinamarquesa e luxemburguesa. Leia aqui o manifesto “Uma promessa eleitoral para a Palestina”.