Greve Geral 3 junho 2026

Com o apoio do Chega, o Governo escolheu o dia da greve geral para agendar a votação parlamentar na generalidade do pacote laboral para o dia 18 de junho.

Em dia de greve geral, a ministra disse que “o país está a trabalhar”. Líder da CGTP responde que o facto de Palma Ramalho ter baseado a afirmação nos dados recolhidos junto das confederações patronais “é revelador do posicionamento deste Governo”.

Carlos Moedas pretendia dar um sinal de apoio ao pacote laboral do Governo, mas a reunião da vereação lisboeta marcada para esta quarta-feira acabou por não se realizar devido à greve dos trabalhadores da autarquia.

A elevada adesão à greve geral pôs hospitais e transportes a funcionar com serviços mínimos, parou a produção em muitas empresas e fechou escolas e serviços públicos por todo o país.

Fotografias recolhidas pelo Esquerda.net ao longo do dia de greve.

Na Marinha Grande, a greve geral no setor vidreiro começou ao fim da tarde de terça-feira à entrada do turno da Vidrala. José Manuel Pureza esteve no piquete e viu na unidade destes trabalhadores “um sinal de esperança enorme”.

Despacho do Governo Regional da Madeira impõe serviços mínimos aos trabalhadores da Águas e Resíduos da Madeira à margem da lei. SITE-CSRA acusa o governo e a empresa de quererem aplicar já as medidas gravosas do pacote laboral.

O tempo para fazer a segunda greve geral é agora, é preciso dar um sinal de força e unidade da classe trabalhadora. Não existe nenhuma extemporaneidade nesta Greve Geral,  é preciso manter pressão sobre o governo e a extrema-direita e isso faz-se com luta nas empresas e nas ruas.

Francisco Alves

Solidariedade Imigrante apela à unidade com os trabalhadores portugueses contra o pacote laboral. Onze sindicatos dos ferroviários juntaram-se ao pré-aviso de greve. Fiequimetal dá conta dos plenários dos últimos dias com milhares de trabalhadores.

Querer mobilizar os jovens contra a restante classe trabalhadora para defender um pacote laboral que eterniza a precariedade é uma tentativa de engenharia social vergonhosa.

Maria J. Paixão

A Mesa Nacional do Bloco esteve reunida este sábado. Ao final da tarde, José Manuel Pureza participou numa ação de mobilização para a greve geral junto dos visitantes da Feira do Livro de Lisboa.

A preparação da greve geral de 3 de junho prossegue com plenários de trabalhadores em empresas como a VW Autoeuropa, Horse Aveiro ou o Arsenal do Alfeite.

Esta geração foi a mais qualificada que Portugal alguma vez produziu. E vive, em média, pior do que os pais viviam à mesma idade. É este o resultado de décadas de políticas laborais que foram empurrando a precariedade. O pacote laboral do Governo aprofunda essa lógica.

Eduardo Couto

A luta contra o pacote laboral vai sair à rua no dia da Greve Geral.  CGTP divulgou o calendário de concentrações e manifestações do dia 3 de junho em todos os distritos do país.

No encontro que juntou sindicalistas e ativistas laborais do Bloco, por entre apelos à construção de uma grande greve geral, José Manuel Pureza acusou o Governo de regressar “às formulações mais humilhantes e prepotentes” do pacote laboral e o Chega de querer negociá-lo com a AD na especialidade e longe dos olhares públicos. 

Há uma linha de esclarecimento sobre a participação na greve geral que ajuda quem estiver com dúvidas sobre a sua participação.

Plenários de trabalhadores, sindicatos e federações sindicais reafirmam a vontade de derrotar o pacote laboral agora levado pelo Governo ao Parlamento na sua versão mais extremista contra os direitos de quem trabalha.

A precariedade, para uma grande parte da população em Portugal, começa na escola. É urgente derrotar o pacote laboral apresentado pelo PSD/CDS e apoiado por outros partidos da direita. Este pacote dos patrões só quer manter a precariedade.

Santiago Carrilho

A greve geral convocada para 3 de Junho assume uma importância decisiva. Não é apenas uma jornada de protesto. É uma demonstração coletiva de que os trabalhadores não aceitam regressar a um modelo laboral assente no medo, na submissão e na desproteção.

Roberto Almada

As comemorações do 1º de Maio estão a ser marcadas pelo anúncio da greve geral para o dia 3 de junho por parte da CGTP. Coordenador do Bloco diz que será a força da greve geral a derrotar de vez o pacote laboral.