Na conferência de imprensa realizada às 13h, o secretário-geral da CGTP respondeu às declarações da ministra do Trabalho, que se apoiou nas informações que recolheu junto das confederações patronais para dizer que “o país está a trabalhar”.
Tiago Oliveira diz que as declarações de Palma Ramalho revelam “um total alheamento da realidade” e que “o facto de a ministra basear as suas declarações nas informações que pediu às confederações patronais, às grandes empresas e à banca é revelador do posicionamento deste Governo e que está presente na construção do pacote laboral. Também ele é um instrumento ao serviço das confederações patronais, das grandes empresas e da banca”.
Lembrando que na véspera da greve geral o primeiro-ministro “já tinha ensaiado” o mesmo discurso, o líder da CGTP aconselhou Luís Montenegro a refletir “porque é que na sua legislatura houve já duas greves gerais”.
A CGTP continua a exigir ao Governo que retire o pacote laboral de cima da mesa e defende que “o Governo tem de ouvir a realidade de quem trabalha, a realidade dos baixos salários, da precariedade crescente, dos horários de trabalho cada vez mais desregulados”.