Bloco apela à mobilização para a greve geral

30 de maio 2026 - 19:30

A Mesa Nacional do Bloco esteve reunida este sábado. Ao final da tarde, José Manuel Pureza participou numa ação de mobilização para a greve geral junto dos visitantes da Feira do Livro de Lisboa.

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Bloco esteve na Feira do Livro de Lisboa a mobilizar para a greve geral.
Dirigentes do Bloco numa ação de contacto com a população na Feira do Livro de Lisboa a mobilizar para a greve geral. Foto de António Cotrim/Lusa

No final da reunião da Mesa Nacional do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza participou numa ação de mobilização para a greve geral da próxima quarta-feira, 3 de junho. O local escolhido foi a Feira do Livro de Lisboa, onde o coordenador do Bloco apelou a que “todas as pessoas, sindicalizadas ou não sindicalizadas” participem na greve geral para derrotar um pacote laboral cujas propostas são “uma agressão e uma humilhação de quem trabalha”.

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“Até ao dia 3 estaremos totalmente mobilizados para isso e viemos hoje aqui precisamente para mostrar a urgência de haver grande mobilização para derrotar um pacote laboral que está moribundo mas que é preciso derrotar”, prosseguiu Pureza, acrescentando que esta luta vai continuar e o Bloco de Esquerda estará empenhado não só em derrotar a proposta do Governo mas em construir uma alternativa “de uma maneira muito plural, muito unitária, sem nenhum sectarismo, ouvindo todas as vozes que convirjam para um código de trabalho amigo dos trabalhadores”.

A reunião da Mesa Nacional segue-se ao Encontro do Trabalho do partido, realizado na semana passada em Almada, juntando sindicalistas e ativistas laborais  “para pensarmos em conjunto aquilo que é preciso dizer agora e aquilo que é preciso fazer depois”. O Bloco reitera as propostas apresentadas nesse encontro para tornar universal o pagamento do subsídio de refeição, proteger quem trabalha em condições climáticas extremas, “por exemplo nas estufas em pleno verão ou nas obras públicas em pleno verão e com um perigo extremo para a sua saúde”, e fazer justiça a quem trabalha por turnos, com mais descanso compensatório e valorização do subsídio de turno, e mecanismos de reforma antecipada sem penalização para profissões particularmente desgastantes.