Greve Geral

Pureza diz que agendamento parlamentar do pacote laboral é “provocação” do Governo

03 de junho 2026 - 15:27

Com o apoio do Chega, o Governo escolheu o dia da greve geral para agendar a votação parlamentar na generalidade do pacote laboral para o dia 18 de junho.

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José Manuel Pureza na manifestação da greve geral em Lisboa
José Manuel Pureza na manifestação da greve geral em Lisboa. Foto de Rafael Medeiros

O Governo agendou para o dia 18 de junho a discussão e votação na generalidade do pacote laboral no Parlamento. O deputado bloquista Fabian Figueiredo afirmou que o agendamento foi feito “após profunda remodelação da agenda parlamentar e com o apoio do Chega”.

“Enquanto os trabalhadores protestam, a direita junta-se para agendar o corte dos seus direitos”, apontou o deputado bloquista nas redes sociais.

Na manifestação em Lisboa que junta milhares de pessoas na tarde da greve geral, José Manuel Pureza falou aos jornalistas desta “provocação do Governo de a mata-cavalos marcar a discussão e votação na generalidade desta proposta de agressão ao mundo do trabalho para daqui a duas semanas”.

“O Governo sabe que foi derrotado na sua proposta no âmbito da concertação social, sabe que a sua tentativa de aliança com o Chega é olhada pela grande maioria da sociedade portuguesa como muito negativa, que os estudos de opinião mostram que esta proposta desagrada à esmagadora maioria das pessoas, e mesmo assim o Governo insiste nessa provocação”, criticou José Manuel Pureza.

Manifestação da greve geral em Lisboa
Manifestação da greve geral em Lisboa. Foto Esquerda,net

Questionado pelos jornalistas sobre as declarações da ministra do Trabalho, que veio dizer que “o país está a trabalhar”, Pureza lembrou que “já na greve geral de 11 de dezembro o ministro Leitão Amaro fez esse papel de dizer que a greve era inexpressiva”, quando as pessoas sentem bem o impacto da greve geral. Depois na na segunda-feira o primeiro-ministro ter começado esta “guerra dos números”, agora coube à ministra Palma Ramalho esta “tentativa de criar agitação”.

“Eu estive na Marinha Grande, na Autoeuropa, em escolas secundárias, na Lusa. E em todos esses sítios a mobilização é muito grande por parte de trabalhadores que são sindicalizados e não sindicalizados”, afirmou o coordenador bloquista. E a mobilização é grande “porque têm consciência de que este é um dia muito importante, em que se tem definitivamente de atirar o pacote laboral para o caixote do lixo”, concluiu.