Nos últimos dias têm-se somado as adesões à greve geral convocada pela CGTP para o dia 3 de junho contra o pacote laboral que o Governo leva ao Parlamento e que é uma versão mais agravada contra os direitos laborais do que a que vinha a ser anunciada durante as negociações à margem da concertação social e depois rejeitada pela UGT.
Um dos anúncios mais recentes de adesão foi divulgado por um sindicato da UGT, o SITRA, após o plenário realizado esta semana dos trabalhadores da Carris na estação de Miraflores. “Questionadas as ORT’s relativamente ao seu posicionamento sobre a Greve Geral marcada para 3 de junho, estas manifestaram a sua adesão à mesma”, diz o comunicado subscrito pelo SITRA, STRUP, SNMOT, ASPTC e SITESE esta terça-feira.
Também os trabalhadores da OGMA estiveram reunidos esta terça-feira em plenário em Alverca do Ribatejo e assumiram “o compromisso de tudo fazer para divulgar os objetivos da greve, mobilizar mais camaradas de trabalho e reforçar a unidade na ação dos trabalhadores”.
1º de Maio
CGTP convoca greve geral. “Governo só tem um caminho: retirar o pacote laboral”
Tal como noutros setores de atividade, os trabalhadores da indústria aeronáutica rejeitam “a manutenção dos baixos salários; a desregulação dos horários e o trabalho à borla com a reintrodução do banco de horas individual; a precariedade e a multiplicação dos motivos para os vínculos precários; a facilitação dos despedimentos e promoção dos despedimentos sem justa causa; o ataque aos direitos de maternidade e paternidade; o ataque à contratação colectiva; as limitações à liberdade sindical e ao direito de greve”. E por isso exigem “a retirada do pacote laboral; o aumento geral e significativo de todos os salários; a revogação das normas gravosas que já hoje estão na legislação laboral; a defesa, reforço e melhoria dos serviços públicos; uma vida digna para todos os que trabalham e trabalharam uma vida inteira.
Numa assembleia geral de emergência realizada na terça-feira, os associados do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) aprovaram a adesão à greve geral por 1.729 votos a favor, 333 contra e 133 abstenções.
Entre os sindicatos e federações sindicais que já entregaram o pré-aviso de greve para 3 de junho contra o pacote laboral estão o Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, Solidariedade e Segurança Social, que representa trabalhadores das IPSS; as dezenas de sindicatos filiados na Fectrans, dos setores do transporte ferroviário, rodoviário, mar, portos, fluviais e viagens, escolas de condução e centros de inspeção automóvel, correios e comunicações; o CESP que representa os trabalhadores do comércio, escritórios e serviços; o STAL que representa trabalhadores da administração local; a Feviccom, dos setores da construção, cerâmica e vidro; a Fiequimetal, federação de sindicatos das indústrias metalúrgicas, químicas, farmacêutica, eléctricas, do papel, gráfica; os sindicatos da FESAHT, dos setores da agricultura, alimentação, bebidas, hotelaria e turismo; a Fenprof, que anunciou a adesão na manifestação do passado sábado; a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais; o SINAPSA, do setor dos seguros; o Sindicato dos Médicos do Norte; o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses; e o Sindicato dos Jornalistas.