1º de Maio

CGTP convoca greve geral. “Governo só tem um caminho: retirar o pacote laboral”

01 de maio 2026 - 16:37

As comemorações do 1º de Maio estão a ser marcadas pelo anúncio da greve geral para o dia 3 de junho por parte da CGTP. Coordenador do Bloco diz que será a força da greve geral a derrotar de vez o pacote laboral.

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1º de Maio da CGTP em Lisboa
Tiago Oliveira na manifestação do 1º de Maio da CGTP em Lisboa. Foto de Rafael Medeiros

Muitos milhares de pessoas participaram nas manifestações da CGTP de comemoração do 1º de Maio em Lisboa e no Porto. Um dia de luta que este ano teve um anúncio especial, com a convocação de uma greve geral para o dia 3 de junho com o objetivo de derrotar a proposta do Governo de alterações às leis laborais.

“Eu acredito que este pacote laboral vai ser derrotado. Os trabalhadores não querem este pacote laboral. Por isso vamos anunciar a continuação da luta e realizar no próximo dia 3 de junho uma grande greve geral”, afirmou aos jornalistas o secretário-geral da CGTP durante o cortejo em Lisboa.

Questionado sobre a possibilidade de a UGT se voltar a juntar à greve geral, Tiago Oliveira respondeu que “todos os pressupostos que conduziram à convocação da greve geral de 11 de dezembro mantêm-se, nada mudou”, e por isso “todos aqueles que têm estado neste percurso devem continuar a fazê-lo”.

“O Governo já devia ter percebido há muito tempo que os trabalhadores não querem este pacote laboral, mas não consegue perceber porque não vive a realidade de quem trabalha”, prosseguiu o líder da CGTP.

Tiago Oliveira referiu ainda as declarações da ministra do Trabalho esta semana, quando disse que a reforma laboral é um dos três pilares das políticas do Governo. O sindicalista conclui que isso prova que “o Governo mentiu aos trabalhadores, escondeu dos trabalhadores e do povo na campanha eleitoral aquilo que está a fazer agora”. A CGTP entende que o Governo “só tem um caminho a seguir, é retirar o pacote laboral de cima da mesa”.

À mesma hora, nas comemorações do 1º de Maio da UGT, o seu líder Mário Mourão dizia aos jornalistas que a sua central sindical vai esgotar todas as formas de diálogo na Concertação Social antes de ponderar com os seus sindicatos quais as formas de luta seguintes, sem excluir juntar-se à greve geral de 3 de junho.

No Porto, a líder da FNAM, Joana Bordalo e Sá, disse aos jornalistas durante a concentração da CGTP na Avenida dos Aliados que o pacote laboral do Governo traz mais dificuldades para os médicos no SNS com a introdução de “bancos de horas, mais horas por dia, desregulação do nosso trabalho, vínculos mais precários e ataques à parentalidade”. Do que o SNS precisa, concluiu a sindicalista, é “ter médicos e profissionais com equipas completas”, com salários “que sejam justos e condições de trabalho dignas para os médicos quererem estar no SNS”

Pureza diz que “toda a gente tem a consciência de que o pacote laboral está na iminência de ser derrotado”

Presente na manifestação de Lisboa, José Manuel Pureza destacou a importância “num dia como o de hoje, em que a CGTP convoca uma greve geral para o dia 3 de junho, que haja a mobilização de todos os trabalhadores, sindicalizados e não sindicalizados, contra um pacote laboral que quer penalizar quem trabalha, tirar salário e rendimento numa altura em que a inflação e o custo de vida aumentam”.

Cortejo do Bloco no 1º de Maio da CGTP em Lisboa
Cortejo do Bloco no 1º de Maio da CGTP em Lisboa. Foto de Rafael Medeiros.

Para o coordenador do Bloco de Esquerda, é muito importante que as centrais sindicais “se juntem e que todos os trabalhadores se juntem numa grande greve geral, pois vai ser ela que vai derrotar na sociedade o pacote laboral”.

Pureza acrescentou que “toda a gente tem a consciência de que o pacote laboral está na iminência de ser derrotado” e que “se a força dos trabalhadores for grande, nem sequer vai ser preciso António José Seguro ser coerente com o que prometeu, que era vetar o pacote laboral”.

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