Segundo os dados do novo Índice de Saúde Sustentável, desenvolvido pela Nova Information Management School (Nova IMS) e a que a agência Lusa teve acesso, quase metade (cerca de 47%) dos portugueses faltou pelo menos um dia ao trabalho por questões de saúde e 7,7% faltou mais de 20 dias.
Em média, a prestação de cuidados de saúde permitiu evitar 1,4 dias de ausência laboral, representando uma poupança de 800 milhões de euros com esta redução do absentismo.
O estudo indica ainda que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) permitiu evitar a perda do equivalente a 11,1 dias de trabalho por pessoa, o que se traduziu numa poupança adicional de seis mil milhões de euros, por via dos salários. Tendo em conta a relação entre produtividade e remuneração, os 6,8 mil milhões poupados traduzem-se num retorno económico de 10,2 mil milhões de euros.
“O impacto do SNS [na economia] é inquestionável e o valor que nós estimamos, só por meio dos salários, é de quase sete mil milhões”, disse Pedro Simões Coelho, coordenador do estudo, para quem o principal ponto forte do SNS é a qualidade e o principal ponto fraco a acessibilidade.