Roberto Almada

Roberto Almada

Técnico Superior de Educação Social. Ativista do Bloco de Esquerda.

A sua candidatura parte de uma ideia simples, mas poderosa: não aceitar que o medo, o conformismo e a falta de esperança se tornem a norma na vida democrática.

Quem trabalha sabe que nada do que temos foi oferecido. Direitos básicos como férias, horários decentes, proteção na doença, só existem porque houve gerações que lutaram. Agora, querem que aceitemos um regresso ao passado: empregos sem futuro, vidas sempre em pressão e salários cada vez mais apertados.

A chamada “Agenda XX!”, que prevê a revisão do Código do Trabalho, ameaça reverter conquistas alcançadas ao longo de mais de meio século de Democracia. Defender os direitos laborais é defender a própria Democracia.

Esta iniciativa é, ao mesmo tempo, gesto de solidariedade e denúncia política. Recorda que a comunidade internacional não pode assistir, de braços cruzados, à repetição de crimes contra a humanidade.

O Governo da República, liderado pelo antigo braço direito de Passos Coelho — cujo legado de austeridade ainda pesa na memória coletiva — começa finalmente a revelar a sua verdadeira agenda. Em Gaza, a catástrofe humanitária atinge proporções indescritíveis.

Na Assembleia da República assistimos a um dos episódios mais vergonhosos protagonizados pela extrema-direita. O grupo de deputados comprometidos com a disseminação do ódio – instrumentalizou crianças indefesas para inflamar a opinião pública contra o que, de forma vil, chamam "invasão imigrante".

Neste ato eleitoral, a Esquerda sofreu uma pesada derrota. Não se iludam aqueles que já propagandeiam a “extinção” do Bloco: já ouvimos essa ladainha há, pelo menos, um quarto de século. Ainda cá estamos, e continuaremos a resistir, combatendo o ódio e os fascismos.

Combater o ódio é mais do que indignar-se — é recusar o cinismo e fazer uma escolha. Com o coração, sim. Mas também com consciência política. Esse combate, sem tréguas, será tanto mais forte quanto mais força tiver o Bloco.

O povo português precisa de um reforço do Bloco na Assembleia da República, por tantas razões: pelo pão, pela saúde, pela habitação, pelos salários, pela dignidade das pessoas e por uma política humanista e inclusiva que acarinhe a diversidade e a diferença.

No dia 23, o poder estará na mão do povo: ou elegem deputados que, como os do BE, os vão defender ou, caso contrário, continuaremos atolados no lodaçal em que este governo de arguidos nos colocou.