Na tarde de quita-feira, a campanha presidencial de Catarina Martins esteve com os bombeiros da Moita, que no ano passado foram a corporação que assistiu a mais partos em ambulâncias. E aos 15 partos em 2025 já juntaram mais um nos primeiros dias deste ano. Além do agradecimento aos bombeiros da Moita, Catarina destacou também que “os bombeiros por todo o país têm feito milagres e os profissionais de saúde têm feito tudo o que podem”.
INEM
“Saúde dos portugueses está comprometida por causa de uma gestão desastrosa”
“Quem não está a fazer o que deve é o Governo”, como ficou provado esta semana com as três mortes de pessoas que não tiveram socorro a tempo, por entre críticas à mudança do sistema de triagem da emergências e o INEM a justificar-se com a falta de ambulâncias disponíveis.
Para Catarina Martins “não se pode mudar procedimentos e fazer experimentalismo com a vida das pessoas sem ouvir quem está no terreno a salvá-las”, a começar pelos bombeiros, que dizem não ter sido ouvidos quanto à mudança de procedimentos do INEM. A candidata diz que se trata de um “experimentalismo irresponsável e que não pode continuar”, porque enquanto o Governo está “a experimentar cortes e novos mecanismos, há pessoas que perdem a vida”.
“Com a saúde não se experimenta, é preciso planear e ter resposta. As coisas podem e devem mudar no SNS, mas com responsabilidade”, insistiu a candidata, acusando o executivo de estar a prosseguir uma “deliberada destruição da resposta pública da saúde em Portugal”.
“Enquanto Presidente da República convocarei médicos, enfermeiros, profissionais de saúde e também os bombeiros para que possam falar sobre o que deve ser feito”, afirmou Catarina, deixando ainda o compromisso de que “farei tudo para parar estes cortes e experimentalismos do Governo”.
Questionada pelos jornalistas sobre em quem recai a responsabilidade pelas sucessivas tragédias com a falta de socorro atempado, Catarina respondeu que “estamos numa situação de calamidade em que já não podemos dizer que foi um erro da ministra”. E diz que “já é um sinal” que o atual Presidente da República não tenha chamado Luís Montenegro a dar explicações, acrescentando que o mesmo aconteceria caso o Presidente fosse Marques Mendes e Cotrim de Figueiredo, “que diz que vai ser o aliado mais fiável do Governo”.
“Travar a destruição deliberada do SNS tem de ser uma prioridade na Presidência da República” e essa intervenção passa por ouvir quem trabalha no setor perante uma situação que “é das coisas mais graves a que ja assistimos no nosso país”.
“As soluções estão em quem está a trabalhar todos os dias para conseguir garantir o acesso à saúde apesar dos ataques do Governo”, concluiu.