Presidenciais 2026

Com mais de dois terços dos votos, Seguro bateu Ventura, que não conseguiu somar muitos votos em relação à primeira volta. José Manuel Pureza diz que “não basta derrotar a extrema-direita para responder à maioria do povo”.

O coordenador do Bloco de Esquerda sublinhou a importância do voto no atual contexto e apelou à participação na segunda volta das presidenciais deste domingo.

Independentemente das diferenças ideológicas no campo democrático, mobilizar-se e votar em António José Seguro no próximo dia 8 de Fevereiro é um ato de defesa da democracia.

Manuel Carlos Silva

O manifesto “Cultura Segura” junta centenas de criadores, trabalhadores, pensadores e agentes do sector da cultura num apelo ao voto em António José Seguro. Leia aqui o manifesto e a lista de subscritores.
 

O confronto entre Seguro e Ventura é o confronto entre a democracia e o autoritarismo reacionário. Reproduz-se em Portugal um cenário como se viu nas últimas presidenciais do Brasil, por exemplo.

Luís Fazenda

O núcleo da Europa do Bloco de Esquerda diz que os 95% de abstenção da diáspora portuguesa na primeira volta das presidenciais não é desinteresse cívico, é “exclusão democrática”.

Em conferência de imprensa após a reunião da Mesa Nacional do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza confirmou o apoio do partido a António José Seguro para derrotar a extrema-direita na segunda volta.

Na reação aos resultados da primeira volta das presidenciais, José Manuel Pureza prometeu “mobilização total” do Bloco para derrotar Ventura a 8 de fevereiro.
 

António José Seguro e André Ventura vão disputar a segunda volta das presidenciais. Catarina Martins diz que os resultados de Marques Mendes foram a “hecatombe do Governo e de Luís Montenegro”.

Após votar numa escola no Porto, Catarina Martins sublinhou a importância de “votarmos naquilo em que acreditamos” e recordou que a primeira mulher candidata à Presidência, Maria de Lourdes Pintasilgo, faria anos este domingo.
 

No jantar de encerramento da campanha no Porto, Catarina Martins apelou ao voto de quem quer “uma Presidente da República que defende quem trabalha”.

Catarina Martins visitou as oficinas de material ferroviário em Matosinhos e voltou a defender a reindustrialização do país para apoiar a transição energética. Sobre as novas ameaças de Trump, defende que “Portugal não tem de ficar calado”.

Entre as mensagens recebidas pela candidata às presidenciais de domingo estão as dois dois co-presidentes do grupo da Esquerda no Parlamento Europeu.
 

No mercado de Guimarães, Catarina Martins defendeu que uma Presidente da República tem se ser uma voz que defenda salários e pensões, acesso à saúde e habitação e uma economia qualificada em vez de assente em baixos salários.

Fotos de Bruno Moreira e Rafael Medeiros

“Se o Porto ainda tem o Bolhão, é graças a estas mulheres”, afirmou Catarina Martins no mercado do Bolhão, onde defendeu que “Portugal pode ser um país com bairros e mercados vivos”.

Na visita ao supercomputador Deucalion, em Guimarães, Catarina Martins defendeu que o país tem de investir para responder ao mesmo tempo às transições digital e energética e assim tornar-se uma economia qualificada e não de de baixos salários.

Na feira de Barcelos, Catarina voltou a sentir que “as pessoas reconhecem que há quem as defenda”. E se no espaço mediático a campanha eleitoral foi reduzida aos comentários de sondagens, Catarina insiste nos temas que quer defender em Belém: a saúde, o salário e a habitação.

Na arruada na baixa de Lisboa, Catarina ouviu palavras de apoio na maior mobilização de apoiantes nas ruas antes de a campanha rumar ao norte do país.

Catarina Martins reuniu com a administração demissionária do Hospital Amadora-Sintra e afirmou que o “pacto para a saúde” já existe e tem sido pagar mal aos profissionais do SNS e resolver os problemas com recurso a tarefeiros.