Luís Fazenda

Luís Fazenda

Militante do Bloco de Esquerda

Insolitamente, uma organização em morte política torna-se ainda mais perigosa para a paz e para os direitos dos povos. A corrida aos armamentos intensifica-se e os Estados Unidos podem a qualquer momento trazer alguns dos ex-parceiros de arrasto em qualquer aventura, agora despromovidos de satélites a carne para canhão.

Afirmado o distanciamento do regime em vigor em Caracas, há que levantar a voz contra a previsível operação militar terrestre dos EUA em solo venezuelano, qualquer que seja a sua intensidade e o seu alvo. Não é aceitável a teoria das invasões para mudar o regime.

A Revolução de Outubro. Leva 108 anos de inspiração para os explorados e oprimidos pelo capitalismo. Qual é a atualidade desta memória em tempos de avanço do fascismo internacional e de regimes autoritários? Toda.

A candidatura de Catarina é a única, até agora, que defende incondicionalmente os Direitos Humanos, seja nos EUA ou na China, seja na Rússia ou em Odemira. Seja em El Salvador ou em Torre Pacheco.

Mariana Leitão, líder da Iniciativa Liberal, assumiu em pleno o exemplo do governo argentino de Milei e aponta-o como experiência a seguir. Este autodenominado “anarco-capitalismo” é afinal o programa da troika, batizado de ajuste estrutural. É um programa que os portugueses conhecem bem.

Escaping this spiral of militarism requires a break with NATO, which is the cancer of warmongering. Today, it's much clearer to Europeans that NATO is no more protective of them than it was when Russia invaded Ukraine. The US, which shares and plunders Ukraine in tandem with Russia, is threatening Denmark and Canada.

A história de Soares não é um hino à coerência, mas talvez seja um desafio a que a esquerda de hoje, ao convocar de novo a ideia socialista, seja firme e não dogmática.

O 25 de Novembro foi um golpe intramilitar de direita. Não teve consequências imediatas na estrutura do poder político nem impediu a posterior aprovação da Constituição que, apesar de revista sete vezes, continua a ser o foco dos ataques de toda a direita.

O novo partido trará capacidade de pensar a Europa e difundir ideário de esquerda, com pluralismo e autonomia de cada partido, possibilidade de gizar uma estratégia europeia pela Paz, direitos sociais, climáticos, humanos. Quer dialogar com movimentos sociais progressistas e responder à ameaça neofascista por uma revolução cidadã.

Será que, apesar da timidez ideológica em reconhecer que a extrema direita já engoliu meia América e pode voltar à Casa Branca, poder-se-á entender que o programa dos democratas é radical?