Luís Fazenda

Dirigente do Bloco de Esquerda, professor.

Entre o tratado orçamental e a militarização, o que vai sobrar para o clima? Essa é a grande pergunta do nosso tempo para evitar o desastre e as respostas que se anunciam são irracionais para a maioria social.

A luta pela paz na Ucrânia, bem como na Palestina ou noutras regiões do Médio Oriente, é um auxiliar de grande alcance para combater e travar a extrema-direita. É a procura de neutralizar um dos geradores da corrente neofascista.

O dogma do SMO, sempre para todas as épocas, ruiu porque as camadas jovens o derrotaram por inútil.

O Bloco de Esquerda dará corpo a uma oposição popular ao governo da AD, contrariando as suas políticas privatizadoras e securitárias, e a previsível osmose entre PSD e CH que se irá disputar na estabilização do governo.

Foi por conveniência partidária que o PS nunca criticou Sócrates ou para não perturbar a continuidade do grupo político-social que se movimenta entre cargos e empresas?

A tragédia Putin levou os povos europeus a acreditar na proteção da maior potência imperialista da história da humanidade. Isso é o que ficará para o tribunal da história, muito para além da terrível tragédia criminal.

A acusação que Luís Aguiar-Conraria faz ao Bloco de Esquerda, na sua última crónica do Expresso, é a de que tem “uma pulsão totalitária”, contudo disfarçada, não tem uma única alegação plausível e demonstrada.

É inaceitável que o Presidente da República não se pronuncie sobre este processo. Estamos próximos do momento de se formarem novamente mesas para proceder à contagem dos votos dos emigrantes. Será que o Presidente não pode denunciar a insensatez da guerra do PSD?

O resultado previsível e, veremos em que situações caóticas, é a de carimbar a anulação dos votos por ausência dos eleitores. O PSD fez o mal e o Tribunal Constitucional a caramunha. Escusam de dar lições de direito quando torcem a lei eleitoral toda.