A Mesa Nacional do Bloco reuniu para discutir a situação política após a primeira volta das eleições presidenciais. Na apresentação das conclusões do encontro, José Manuel Pureza começou por referir a campanha de Catarina Martins, que o partido apoiou. O Bloco considera que a candidata fez uma campanha “formidável” e que “foi a garantia que numa campanha tantas vezes marcada por insultos e trivialidades houvesse um foco naquilo que conta na vida das pessoas”, como a habitação, o custo de vida, a saúde e a igualdade entre homens e mulheres.
“A democracia fica a dever a Catarina Matins um contributo muito qualificado, corajoso e tenaz” nas eleições presidenciais de 2026, prosseguiu Pureza, acrescentando que o partido reconhece também que “a votação fica aquém do que esperávamos e do que a campanha merecia”, mesmo tendo sido entre as candidaturas da esquerda aquela que “melhor resistiu à pressão do voto tático”.
Na segunda volta que se disputa a 8 de fevereiro, tal como anunciado na própria noite eleitoral do passado domingo, o Bloco de Esquerda promete estar “totalmente mobilizado” no apelo ao voto em António José Seguro para derrotar André Ventura e a extrema-direita. Pureza diz que o país está colocado perante “a responsabilidade histórica de defender a democracia”.
Tratando-se de um “confronto entre um candidato pela democracia e um candidato contra a democracia”, Pureza critica a “chocante equidistância” das lideranças dos partidos da direita, considerando que “o silêncio das lideranças de PSD e IL é inqualificável”.
Ainda sobre o balanço político da primeira volta, José Manuel Pureza destacou que “Luís Montenegro é um dos principais derrotados da primeira volta”, tal como as políticas do Governo. Por isso defende que a segunda prioridade do momento, a par de derrotar a extrema-direita nas presidenciais, é a de “juntar toda a gente contra a política do Governo, a começar pelo pacote laboral”.