Presidenciais

Catarina apela ao voto em Seguro “com os olhos bem abertos”

18 de janeiro 2026 - 22:09

António José Seguro e André Ventura vão disputar a segunda volta das presidenciais. Catarina Martins diz que os resultados de Marques Mendes foram a “hecatombe do Governo e de Luís Montenegro”.

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Catarina Martins
Catarina Martins na noite eleitoral. Foto de Rafael Medeiros

As eleições presidenciais vão ter uma segunda volta pela primeira vez desde 1986. António José Seguro e André Ventura vão disputá-la no dia 8 de fevereiro.

Com todos os resultados apurados no território nacional, António José Seguro obteve 31,21% e André Ventura 23,29%. Seguro vence em todos os distritos à exceção de Faro e a Região Autónoma da Madeira, onde Ventura ficou à frente.Fora da segunda volta ficaram Cotrim de Figueiredo (16,01%), Gouveia e Melo (12,41%), Marques Mendes (11,34%), Catarina Martins (2,05%), António Filipe (1,65%), Manuel João Vieira (1,08%), Jorge Pinto (0,68%), André Pestana (0,19%) e Humberto Correia (0,08%).

Catarina Martins admitiu que o seu resultado ficou “muito abaixo do que esperava e daquele por que lutei”. Por outro lado, destacou o “resultado muito expressivo da extrema-direita e da direita radicalizada”.

“Todos os democratas ficam preocupados com esta radicalização da direita. A resposta adequada é votar na segunda volta em António José Seguro com os olhos bem abertos para todas as lutas que se vão seguir”, defendeu Catarina Martins por entre aplausos dos apoiantes.

A candidata agradeceu a quem votou em si mas também “a quem tendo concordado comigo acabou por votar em António José Seguro”, com “a certeza de que nos vamos continuar a encontrar em tantas lutas que a esquerda tem pela frente”.

“Vim a esta campanha para quebrar tabus”, prosseguiu, referindo-se ao país condenado a baixos salários, ao Estado que há-de continuar a falhar na saúde e na habitação e ao que diz que uma mulher não pode ser Presidente da República. “Não alcancei o resultado que queria, mas continuarei a lutar para quebrar cada um destes tabus em Portugal”, prometeu Catarina,

Num comentário geral aos resultados, além de “uma direita em reconfiguração e trumpização em Portugal”, Catarina destacou que “a hecatombe do resultado de Marques Mendes é a hecatombe do Governo e de Luís Montenegro, os grandes derrotados desta noite”. 

Na sua declaração enquanto líder do PSD, Montenegro afirmou que o partido não dará indicação de voto para a segunda volta, considerando que nenhum representa o seu espaço político,

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