Presidenciais

“Precisamos de uma Presidente que seja a voz das necessidades da população”

15 de janeiro 2026 - 11:51

Na feira de Barcelos, Catarina voltou a sentir que “as pessoas reconhecem que há quem as defenda”. E se no espaço mediático a campanha eleitoral foi reduzida aos comentários de sondagens, Catarina insiste nos temas que quer defender em Belém: a saúde, o salário e a habitação.

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Catarina Martins
Catarina Martins na feira de barcelos. Foto de Rafael Medeiros

Numa manhã de quinta-feira chuvosa, a campanha presidencial de Catarina Martins esteve na feira de Barcelos. E como tem sido habitual, foi abordada por muita gente com palavras de incentivo e reconhecimento. “As pessoas reconhecem que há quem as defenda”, disse Catarina no final da visita, insistindo que “precisamos de uma Presidente da República que seja a voz das necessidades da população”, a começar pela “saúde, o salário e a habitação”.

“Outros candidatos falam dos seus negócios, dos seus interesses económicos que querem representar. Eu estou aqui para defender quem trabalha, quem trabalhou toda uma vida e as novas gerações que querem ter um futuro em Portugal”, prosseguiu a candidata.

A propósito da conversa com duas jovens que a abordaram, uma delas a dizer que gostava de ter intervenção na política, Catarina disse que o contacto a deixou com muita “esperança num momento em que há tanta gente que acha que as mulheres devem voltar para casa”. E o conselho que deu à jovem foi que “a intervenção faz-se quando nos juntamos para lutar por causas em que acreditamos”, como ela própria fez desde a universidade na luta contra as propinas, ou nos primeiros anos de profissão pelo direito a um contrato de trabalho em vez dos recibos verdes. “Muito antes de qualquer partido ou de ser eleita para qualquer coisa já me juntava com pessoas por uma democracia mais forte. É assim que deve ser a política, não é o carreirismo, é nós juntarmo-nos em nome do que acreditamos”, concluiu.

Domingo será “o dia da luta pela igualdade por inteiro”

Um jornalista lembrou que o dia das eleições é também o dia do aniversário do nascimento de Maria de Lourdes Pintasilgo, candidata às presidenciais de 1986 e uma das inspirações assumidas da candidatura de Catarina Martins. A candidata acrescentou outra efeméride do próximo domingo que também a inspira: a dos 90 anos da revolta da Marinha Grande contra a ditadura, e acredita que este 18 de janeiro será “o dia da luta pela igualdade por inteiro”,

Questionada pelos jornalistas sobre a reentrada do primeiro-ministro na campanha e se teria também alguma “cartada” para jogar na reta final, Catarina respondeu que “a minha cartada são estas pessoas que vêm falar comigo porque sabem que eu defendo quem trabalha neste país, não é um primeiro-ministro que lhes tem tirado o médico ou o professor”.

“Cada voto na minha candidatura no domingo é um voto por esse Portugal melhor, onde cuidamos uns dos outros, onde o salário e a pensão são respeitados, onde há quem exija a um governo que em vez de sabotar os serviços públicos garanta que há médico, que há professor, que o pais pode funcionar para toda a gente”, sublinhou.

À habitual questão sobre as sondagens e à habitual resposta que “sondagens não são votos” e que “é no domingo que decidimos como é que defendemos Portugal”, Catarina acrescentou uma crítica à forma como a campanha é apresentada no espaço mediático. “Que esta campanha seja sobre comentário de sondagens em vez do que os candidatos vêm propor é uma manipulação da democracia”. E apelou aos jornalistas para fazerem perguntas, por exemplo sobre quem paga as campanhas milionárias. “Houve candidatos que se embrulharam em insultos, em lama, em insinuações e que têm campanhas muito financiadas. Há quem possa ter campanhas milionárias e quem o faça com um vigésimo do orçamento”, prosseguiu.

Sobre os também habituais apelos ao chamado “voto útil”, Catarina responde que “a força que cada voto na minha candidatura tiver, é uma exigência que vai da primeira volta para a segunda volta e para todas as voltas que o mundo der. A primeira volta é o voto por convicção porque só votando por convicção a democracia sai reforçada. E eu sei que a democracia vai ganhar em todas as voltas”.

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