Na reta final da campanha eleitoral, a campanha de Catarina Martins organizou um comício no Teatro da Cerca de São Bernardo na noite de terça-feira, que contou com intervenções de Marisa Matias e Marcos Farias Ferreira. Catarina aproveitou a oportunidade para apelar ao voto e dirigir-se a quem “não quer ter um biombo de sala na Presidência” e “não empresta o seu voto a quem não merece” e prefere no domingo ir votar para “quebrar o tabu dos baixos salários, do país do turismo, da precariedade dos jovens, da solidão dos mais idosos, do abuso do mundo do trabalho” e, sobretudo, “o tabu de que uma mulher não pode ser Presidente da República”.
“Temos uma democracia doente: pela mentira, pelo privilégio, pela pobreza, pela espoliação do que são os nossos bens comuns”, constatou Catarina, defendendo que “seremos mais fortes se dissermos no domingo que cada um dos nossos votos vai cuidar da democracia e fazer Portugal mais forte com a solidariedade entre toda a gente.
Na cidade onde foi apresentada pela primeira vez a proposta de uma nova Lei de Bases da Saúde, Catarina voltou a defender a “segurança do SNS como António Arnaut e João Semedo propuseram”. “Ambos dedicaram as suas vidas a corrigir e a tentar salvar o SNS. E ao fazê-lo, deram mostras de como se podem ultrapassar as fronteiras partidárias e apresentar um regime para a saúde”, prosseguiu.
No discurso não faltaram críticas aos candidatos à direita, entre os que veem em Belém um prémio de carreira, os que passam ao lado dos temas importantes para a vida das pessoas e “os que falaram, mas ninguém se conseguirá lembrar de uma ideia que propunham”.
“Há até um que diz que não consegue explicar o que lhe passou pela cabeça, mas quer ser Presidente”, acrescentou Catarina, referindo a aproximação de Cotrim de Figueiredo a André Ventura para um eventual apoio na segunda volta.
“Sei que Portugal será melhor se no domingo se contarem os votos fortes de uma esquerda paritária, democrática, responsável e combativa”, reforçou a candidata.