Na última iniciativa de campanha antes do jantar de encerramento no Porto, Catarina Martins esteve nas oficinas da EMEF em Guifões, no concelho de Matosinhos, para mostrar que “o papel de uma Presidente da República é também ter um projeto para o país sobre a sua economia”.
E a aposta na ferrovia faz parte desse projeto de um país que “pode ter uma economia qualificada, pode ter mais indústria, pode ao mesmo tempo que se reindustrializa responder também à crise climática” e deve fazê-lo “puxando pelos salários e pelas condições de vida”, defendeu Catarina.
Presidenciais
“Há tantos candidatos a fazer contas e todos somados não têm uma ideia para o país”
Em vez de contas sobre sondagens, Catarina diz que “as campanhas têm de ser sobre ideias: eu quero uma economia qualificada, de salários e pensões dignas, quero um país que tenha indústria e os serviços públicos de que precisa, e que sirvam toda a população”.
O último dia da campanha é para reforçar o apelo ao voto e Catarina sabe bem quem é o seu eleitorado: “represento quem trabalha e quem está tão aflito para chegar ao fim do mês” e as pessoas que ficam “desesperadas quando o Estado falha” na saúde, na educação, nos cuidados. “Sabem que eu vou a todo o país e que quero que toda a gente tenha um Portugal que responda. É contra o abandono que eu me apresentei nesta campanha, por um país mais solidário e mais igual”.
A candidata deixa a garantia de que “cá estarei por uma democracia forte de homens e mulheres iguais e cá estarei pelo salário, pela pensão, pela saude, pela habitação, por um país que é solidário e que pode ter também uma economia melhor”. E “se estas ideias tiverem força no domingo, na segunda volta a democracia também sai mais forte, como sairá em toda as voltas que o mundo dê, porque temos de lutar por Portugal. Eu não desisto do meu país”, promete.
“Portugal não é um súbdito e não tem de ficar calado” perante ameaças de Trump
Questionada pelos jornalistas sobre o envio simbólico de tropas de países europeus para a Gronelândia, numa altura em que Donald Trump ameaçava com a imposição de tarifas aos países que não o acompanharem na vontade de anexar a Gronelândia, Catarina respondeu que a situação exige “uma Presidente da República que lembre ao primeiro-ministro que o direito internacional é para ser cumprido, seja na Gronelândia, na Ucrânia, em Gaza e em todo o lado no mundo”.
Se Portugal tem de manter relações com todos os países e em especial onde vivem grandes comunidades de portugueses, como é o caso dos EUA, “não é um súbdito e não tem de ficar calado face a quem atropela os direitos e quem é uma ameaça para o mundo”, afirmou Catarina, defendendo “um Europa que coopere mais para garantir a sua segurança bem longe das corridas militaristas de Donald Trump que são um perigo para todos nós”.