Presidenciais

“Há tantos candidatos a fazer contas e todos somados não têm uma ideia para o país”

16 de janeiro 2026 - 12:12

No mercado de Guimarães, Catarina Martins defendeu que uma Presidente da República tem se ser uma voz que defenda salários e pensões, acesso à saúde e habitação e uma economia qualificada em vez de assente em baixos salários.

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Catarina Martins
Catarina Martins no mercado de Guimarães. Foto de Rafael Medeiros

Catarina Martins começou o último dia da campanha eleitoral no mercado de Guimarães, onde voltou a contactar com a população e a receber palavras de apoio e encorajamento. Em jeito de balanço da campanha eleitoral, Catarina disse que viu “tantos candidatos a fazer contas e todos somados não têm uma ideia para o país”.

“Durante a campanha falei sempre de ideias, de um projeto para o país”, prosseguiu a candidata, acrescentando que “o voto em mim representa duas coisas fundamentais: acreditarmos num democracia de iguais em que podemos viver melhor e sabermos que uma Presidente da República pode ser uma voz fundamental para defendermos salários e pensões, o acesso à saude, à habitação, as escolas com professores, uma economia qualificada em vez de ter baixos salários, contra o miserabilismo para termos um Portugal melhor”.

“Quem trabalha pede que a política responda às suas necessidades. Um voto em mim terá essa força por um Portugal melhor”, prometeu Catarina, sabendo que “na primeira volta cada pessoa vota naquilo em que acredita, na segunda volta logo vemos as escolhas que temos pela frente”.

O apelo ao voto das mulheres para “quebrar o tabu” de que uma mulher não pode chegar a Belém tem sido repetido ao longo da campanha. Mas Catarina acredita que “há muitos homens que também sabem que uma democracia em que as mulheres têm voz é uma democracia mais forte. E depois de tantos anos de Presidente da República sempre homens, também há homens que sabem que ter uma mulher na Presidência quer dizer mais atenção à saúde, para haver creches e lares, para que as pessoas com mais idade tenham um apoio digno”.

“Sou coerente, não tenho taticismos. Luto pelo meu país porque eu acredito em Portugal”, prosseguiu a candidata, lembrando que “temos do melhor da Ciência, da Cultura, da solidariedade e infelizmente entregámos a economia a uns poucos grupos económicos que apostam em baixos salários e puxam Portugal para baixo”. Para contrariar este diagnóstico, “peguemos no melhor que somos para construir um Portugal melhor”, propõe Catarina.