O Ministério Público prosseguiu esta terça-feira as diligências do segundo inquérito relacionado com as suspeitas de torturas e violação nas esquadras do Rato e do Bairro Alto, em Lisboa. Na operação que envolveu buscas domiciliarias e não-domiciliarias foram detidos 15 agentes da PSP e um segurança privado. Entre os agentes detidos para interrogatório estão dois chefes da PSP, noticia o jornal Público.
A investigação centra-se não só nos agentes que trabalhavam naquelas esquadras à data dos factos, nos anos de 2024 e 2025, mas também nos que integravam o grupo de cerca de 70 pessoas no grupo de WhatsApp onde os agentes partilhavam e comentavam os vídeos das torturas no interior das esquadras ou no trajeto dos detidos.
Os alvos de torturas eram pessoas em situação particularmente vulnerável, em situação de sem-abrigo, imigrantes e toxicodependentes. Há 13 vítimas identificadas, mas não se exclui que possam haver mais.
Das duas operações policiais anteriores resultaram nove detidos que ficaram em prisão preventiva e são suspeitos da autoria material dos crimes. Dois deles já sabem que vão responder em julgamento por tortura, violação, abuso de poder, roubo, ofensas à integridade física qualificada ou detenção de arma proibida.