Violência Policial

Investigação aos crimes de tortura na esquadra do Rato levou a mais detenções esta quarta-feira, para além dos dois agentes que já se encontravam em prisão preventiva.

Agressões nas esquadras foram partilhadas em grupos de Whatsapp com mais de 70 elementos. Esquadra do Rato não tinha comando próprio na altura dos crimes, funcionando em “roda livre”. Bloco quer medidas para “erradicar a subcultura de violência e impunidade”.

Na sequência das novas acusações do Ministério Público, que relatam episódios de “inaudita violência” na esquadra da PSP do Rato, em Lisboa, o Bloco de Esquerda requereu a audição urgente no Parlamento da ministra da Administração Interna. 

Um relatório referente a uma visita a Portugal feita em 2024 revela casos de uso indevido da força por parte das autoridades, não comunicação de abusos e obstáculos à sua investigação.

O Ministério Público acusou dois agentes da PSP de terem mentido sobre a presença de uma faca junto ao corpo do cozinheiro cabo-verdiano morto pela polícia na Cova da Moura.

Mesmo depois de interrogado pelo Ministério Público, um dos agentes acusados de homicídio qualificado em Olhão continuou a partilhar nas redes mensagens que alimentam ódio a imigrantes.

Ministério Público quer a condenação de dois agentes da PSP de Olhão por sequestro e homicídio qualificado no caso do imigrante marroquino algemado e espancado até à morte em março de 2024.

Dois agentes da PSP agora detidos foram filmados na esquadra do Rato a agredir um homem com violência. Três dos oito polícias condenados nas torturas da esquadra de Alfragide em 2015 continuam ao serviço da PSP.

Juíza diz que informações presentes no auto de notícia estão postas em causa: Odair Moniz não instigou populares contra agentes da PSP. Essa alegação servia de justificação ao agente para recurso a arma de fogo.

A Polícia Judiciária suspeita que uma faca tenha sido retirada da bolsa de Odair Moniz e colocada no chão após ter sido baleado pelo agente. E já concluiu que o auto de notícia não foi escrito pelo agente, ao contrário do que disse a versão oficial da PSP.

Por entre cartazes contra a violência policial e bandeiras de Cabo Verde, a palavra de ordem mais ouvida na manifestação deste sábado foi “Justiça para Odair”.

Organização decidiu alterar o percurso da manifestação deste sábado, que será do Marquês de Pombal aos Restauradores, após as autoridades terem autorizado uma contramanifestação do Chega em direção ao Parlamento, o ponto de chegada inicialmente comunicado pelo Vida Justa. Bloco exigiu esclarecimentos à ministra e a Carlos Moedas sobre as comunicações recebidas dos organizadores e a avaliação de risco que levou à decisão de juntar as duas manifestações em São Bento.

Pedro Pinto incitou as polícias a disparar “mais a matar” em nome da “ordem”. Mariana Mortágua contrapõe que a polícia que atira a matar é a da ditadura e sublinha que nas declarações do deputado de extrema-direita há incitamento ao ódio. A PGR abriu um inquérito a este e a André Ventura.

A direção da PSP “reitera” o comunicado com uma versão na qual a vítima teria tentado agredir os agentes policiais com uma faca. As declarações destes, as imagens de videovigilância e quatro testemunhas contam uma história diferente. Estas acrescentam ainda que o INEM demorou mais de uma hora a chegar.

Bloco de Esquerda questiona ministra da Administração Interna sobre informações falsas partilhadas pela Direção Nacional da PSP, em contraste com factos partilhados pelos orgãos de comunicação social. Movimento Vida Justa convoca manifestação em Lisboa para sábado.

PSP clarifica que carro onde vítima circulava era do próprio. Agente da polícia contradiz versão da PSP e diz que Odair Moniz não estava armado.

Pela segunda noite consecutiva, a indignação com a morte de Odair Moniz, baleado pela PSP, tomou conta das ruas do bairro onde vivia e alastrou a outros bairros da Grande Lisboa. Bloco questionou ministra sobre o arrombamento da porta da casa de Odair, onde a família fazia o luto, por parte de agentes encapuzados.

Polícia de Segurança Pública cercou e interveio no bairro do Zambujal, onde os moradores protestavam nas ruas contra o baleamento de Odair Moniz. Coordenadora do Bloco de Esquerda fala em necessidade de apurar o que aconteceu e sublinha que agentes envolvidos devem passar a funções administrativas até que haja clareza.

Odair Moniz viajava no seu carro quando foi interpelado pela PSP. Acabou por morrer depois de baleado. Coordenadora do Bloco de Esquerda fala em necessidade de apurar o que aconteceu e sublinha que agentes envolvidos devem passar a funções administrativas até que haja clareza.