Catarina Martins reuniu na quarta-feira de manhã com a administração do Hospital Amadora Sintra, que se encontra há meses demissionária sem que a ministra tenha nomeado que a substitua. A defesa do SNS tem sido um tema forte da campanha de Catarina, que voltou a acusar o primeiro-ministro de “desrespeitar as populações e os profissionais de saúde” quando diz que as perceções não correspondem à realidade.
E a realidade que encontrou neste hospital é que “os profissionais de saúde estão mesmo exaustos e as populações querem mesmo soluções”, garantindo que isso “não são perceções”. Por isso Catarina pediu o voto “dos utentes que querem o SNS” e dos profissionais que mesmo indo contra “a sabotagem do Governo, fazem o melhor que podem”.
“O SNS é uma questão de regime democrático, não há democracia sem acesso à saúde de toda a população”, insistiu Catarina, que pretende no domingo “juntar a força política de quem quer que o acesso à saúde seja para toda a gente”.
Sobre a proposta de um “pacto para a saúde” de António José Seguro, Catarina respondeu que “um pacto para a saúde já existe neste momento em Portugal: tem sido pagar mal aos profissionais e tem sido resolver os problemas com tarefeiros em vez de ter equipas dedicadas. Isso só tem levado à degradação do SNS e ao crescimento dos privados à conta dos profissionais e do orçamento do SNS”. Por isso entende que “um pacto não diz nada, é preciso é soluções concretas”. Pela sua parte, insiste que “é preciso ter a coragem de chamar enfermeiros, médicos, todos os profissionais de saúde a um debate nacional” sobre as condições para toda a gente ter acesso ao SNS em Portugal.
Presidenciais
Catarina apela ao voto de "quem não quer ter um biombo de sala na Presidência”
Questionada pelos jornalistas sobre a sondagem divulgada na véspera, Catarina diz que os próprios autores admitem que possa ter ficado desatualizada. E defendeu que “a democracia existe quando há o voto por convicção” e que “a força das ideias da primeira volta vai garantir as condições da democracia também na segunda volta”.
“Se vamos às eleições presidenciais dizer que o país está sempre condenado a escolher o que não quer, a democracia não existe”, reforçou.
“Estas presidenciais não podem ser sobre a espuma dos dias ou sobre o insulto, têm de ser sobre as garantias da saúde, da habitação, do salário e do respeito pelas pessoas” e de escolher a candidata melhor colocada para defender estas garantias em Belém, concluiu.