A estagnação do processo de negociação do Acordo de Empresa e as opções de gestão do atual Conselho de Administração do Teatro Nacional do Maria II levou os trabalhadores da instituição a dirigirem uma carta ao Governo após o plenário realizado no final de outubro. Uma carta que até hoje não teve resposta dos ministérios da Cultua e das Finanças, o que fez os trabalhadores avançarem com uma denúncia pública na forma de carta aberta.
No documento, acusam a atual e a anterior administração de celebrar novos contratos de trabalho com vencimentos superiores para categorias equivalentes, sem equiparar os salários de quem já lá trabalha há vários anos.
Referem também que a revisão das tabelas de remuneração tem sido marcada “pela total e deliberada falta de transparência” ao longo do último ano e meio, o que também tem inviabilizado a negociação do Acordo de Empresa pelo qual os trabalhadores lutam há mais de uma década. A ausência deste Acordo, que começou a ser negociado em 2011, tem servido de argumento à administração para que “nenhuma alteração de fundo seja implementada na esfera labora do TNDM II”, dizem os trabalhadores.
“Consideramos que um Teatro Nacional deve assumir-se como referência e estabelecer padrões que orientem todo o setor cultural, seja nas tabelas remuneratórias, nas condições de trabalho ou na gestão das equipas. Neste sentido, é imperativo encontrar soluções concretas que reponham a equidade, valorizem o desempenho e o esforço dos trabalhadores do TNDM II e assegurem as condições de trabalho que se exigem a uma instituição desta dimensão”, conclui o texto desta carta aberta.