Com aquela tepidez acanalhada que os sonsos sempre põem nos gestos contidos, Moro sacou da caneta e assinou novo mandado de captura. Prenda-se Montesquieu.
Italo Calvino viajou nos finais de 1959 para os Estados Unidos, onde ficou vários meses. Encantado com as conversas, as pessoas e as paisagens, descreveu as suas recordações em “Um Otimista na América”.
Uma das notícias da semana vem com o vento. O ar que respiramos ao ar livre tem IVA acrescentado e, como um balão de oxigénio orçamental, não desce a percentagem dos 13 para 6.
Com a reposição dos cortes e o défice a caminhar para zero, a direita perdeu o discurso do sacrifício necessário, da austeridade redentora, do governo de salvação nacional. Caída a máscara, resta a ideologia.
A Galp Energia e a ENI desistiram do projeto de exploração de petróleo ao largo de Aljezur. Apesar da conivência do atual Governo, a persistência dos movimentos sociais foi mais forte.
A senda privatizadora do Governo Regional dos Açores adquire contornos de escândalo quando propõe concessionar os portos por um prazo de “até” 75 anos.
Creio que se devia por os olhos na Maria Vieira para dirigir a direita. É preciso uma figura emergente, devota, impiedosa com os infiéis, amiga de armas, de créditos firmados na luta contra o socialismo pagão.
O novo Presidente do Brasil quer ser o melhor amigo de Trump. Este é todo um programa político nos tempos que correm, é o programa político da extrema-direita que quer criminalizar a pessoa pobre e a pessoa diferente.