A resposta necessária para esta voracidade do mercado encontra-se em medidas que beneficiem o arrendamento e que permitam um forte investimento em habitação pública.
Em relação à luta dos estivadores em Setúbal, pergunto-me: quando é que se tornou normal o Estado investir recursos públicos na sabotagem de uma paralisação legítima?
Por estes dias, no porto de Setúbal, não se decide apenas a vida de cerca de 90 estivadores, condenados há décadas ao trabalho à jorna, sem direitos, sem proteção, sem vínculo.
De forma unilateral, o PS decidiu bloquear uma solução com a esquerda para a crise habitacional. Com a direita, apenas se pode esperar liberalização do mercado.
Temos assistido à organização da gente da Cultura que está cansada de viver com as metades das metades, e que luta por uma política cultural por inteiro, por orçamento e por dignidade.
O governo PS decidiu “fazer um intervalo na democracia constitucional” ao ceder ao poder das multinacionais, neste caso da Autoeuropa, quanto aos direitos individuais e coletivos dos estivadores.
Está em causa o futuro da humanidade e do organismo vivo que é o planeta Terra. Com a força da vontade e da acção colectiva podemos superar este desafio civilizacional.