Num tempo de exigência ética como o que vivemos, o pior que se pode fazer é encolher os ombros e esperar que as pessoas esqueçam nomes como Silvano ou Cerqueira.
Surpreendeu-me a sua posição ofendida sobre a aprovação, pelo parlamento, da integração das vacinas da meningite B, do rotavírus e do HPV para os rapazes no Plano Nacional de Vacinação.
As pessoas distinguem entre o empenho em encontrar soluções ou um Governo e um partido que se deixa tomar pela vertigem da maioria absoluta e pela ansiedade eleitoral.
Os professores ganharam um símbolo, isso não lhes basta para decidir a contenda. A coligação negativa entre o PS e a direita conseguiu para já um empate duvidoso.
É necessário estarmos atentos a esta municipalização disfarçada de descentralização, um processo que pode afundar ainda mais os pequenos e médios municípios do país e criar ainda mais desigualdades entre eles.
O PSD montou uma farsa em que simultaneamente nos impediu de submeter a proposta à votação e nos acusou de enganar o povo por “falar, falar, falar”mas não cumprir, ou seja, não levar a proposta à votação.
Confesso que compreendo a ansiedade e o stress de Carlos César, o líder parlamentar do PS. Habituado às maiorias absolutas nos Açores, sente que a terra lhe foge debaixo dos pés.
O fortalecimento do direito dos cidadãos a uma alimentação saudável, segura e de qualidade, acessível a todos e no quadro do cumprimento do direito humano à alimentação adequada, deve ser um elemento-chave.
Marisa Matias não foge a uma luta, não foge a um país, nenhum assunto resulta em ombros encolhidos, não há naquela vida de Matusalém um dia de Pilatos.
Há um ano, às portas da Somincor, os trabalhadores de fundo e de superfície reivindicavam a humanização dos horários de trabalho e a contagem do tempo de serviço dos operadores de lavaria.