Às traves-mestras do projeto que o Governo quer impor, urge contrapor traves-mestras de dignidade e estima pela vida de trabalho e concretizá-las em mudanças concretas. Só a mobilização unitária dos trabalhadores conseguirá que assim seja.
Para qualquer investigador, presente ou passado, o Pacote Laboral, apresentado agora como uma reforma laboral inovadora e benéfica, é uma realidade ancestral e extremamente prejudicial para os trabalhadores e para a própria ciência em Portugal.
O tempo para fazer a segunda greve geral é agora, é preciso dar um sinal de força e unidade da classe trabalhadora. Não existe nenhuma extemporaneidade nesta Greve Geral, é preciso manter pressão sobre o governo e a extrema-direita e isso faz-se com luta nas empresas e nas ruas.
Querer mobilizar os jovens contra a restante classe trabalhadora para defender um pacote laboral que eterniza a precariedade é uma tentativa de engenharia social vergonhosa.
Há tanto a fazer para melhorar a escola, os estudantes são uma peça chave e quanto mais cedo se aperceberem que a sua ação tem impacto, melhor. Não basta reclamar, é preciso agir.
Barbacena tornou-se o nome do chamado "Holocausto Brasileiro" cujas imagens e descrições não deixam ninguém indiferente. “Holocausto brasileiro” é o nome do famoso livro, e posteriormente do documentário, que denunciaram a instituição que deixou para trás cerca de 60.000 mortos. Milhares e milhares viveram e morreram aí em condições mais que deploráveis.
Esta geração foi a mais qualificada que Portugal alguma vez produziu. E vive, em média, pior do que os pais viviam à mesma idade. É este o resultado de décadas de políticas laborais que foram empurrando a precariedade. O pacote laboral do Governo aprofunda essa lógica.
É com muita pena que trago para título desta pequena crónica parte do poema breve de Sebastião da Gama, que Francisco Fanhais imortalizou com a sua voz e a sua canção.
O Porto tem um legado particular nas lutas pela Liberdade, o que permite a conceção de um museu de memória que não se reduza a uma réplica do que já existe no Aljube, em Lisboa, e no Forte de Peniche.