Luís Monteiro

Luís Monteiro

Museólogo. Investigador no Centro de Estudos Transdisciplinares “Cultura, Espaço e Memória”, Universidade do Porto

O afastamento da Rita Rato da direção do Museu do Aljube não é um ato isolado, nem está apenas em linha com o que também se passou no Teatro do Bairro Alto. Ele deve ser entendido como um movimento mais lato de silenciamento do dissenso, de aniquilamento, principalmente, dos espaços de pensamento da esquerda. 

Não basta ganhar o Governo, é preciso também ganhar o Estado. Os interesses privados que levaram Pinochet ao poder através de um golpe de Estado em 1973 são exatamente os mesmos que reinam hoje no Chile.

As duas centrais sindicais convocaram uma Greve Geral para o próximo dia 11 de Dezembro. Em causa está a vontade do Governo em proceder a uma alteração estrutural na legislação laboral, penalizando ainda mais os trabalhadores e facilitando a vida a quem lucra com a exploração.

O ministro usou o verão para deixar o sistema às escuras: extinguiu a FCT, aumentou as propinas e ainda se deu ao luxo de participar numa troca de galhardetes com o reitor da Universidade do Porto.

Sem compreender o papel histórico da extrema-direita na reorganização do capitalismo, a tarefa da esquerda socialista fica ainda mais difícil.

50 anos após a tentativa de golpe militar contra o 25 de Abril por parte da extrema-direita, chefiada militarmente por Spínola, a Revista Sábado entendeu apelidar a manobra militar de “golpe comunista”. Há anos que a imprensa alinhada com as direitas tenta reescrever a história da Revolução dos Cravos.

Javier Milei decidiu encerrar o Centro Cultural Haroldo Conti onde se preservava a memória da ditadura militar da Argentina (1976-1983). As feridas abertas de um passado difícil como este estão a ser novamente expostas pela nova extrema-direita que governa o país desde dezembro de 2023.

Viver na corda bamba parece ser a sina desta profissão, composta por centenas de milhar de jovens que, nas últimas duas décadas, sonharam com um futuro quase impossível nas áreas do conhecimento científico e da inovação tecnológica no seu país.

Jorge Carvalho “Pisco” recebeu esta semana a medalha da cidade do Porto, na cerimónia anual da Câmara Municipal do Porto. A autarquia decidiu homenagear o resistente pelo seu passado de luta contra o fascismo. Preso por várias vezes na sede da PIDE/DGS, na Rua do Heroísmo, é hoje uma das figuras da resistência antifascista da região do Porto.

A transformação da agência noticiosa argentina numa empresa de publicidade argentina é um alarme para a liberdade de imprensa em todo o mundo.