Os próximos cinquenta anos de autonomia não se garantem com discursos para manter tudo como está. Garantem-se com esperança, mudança profunda e resultados.
A proposta de suspensão parcial do acordo UE/Israel, avançada pela Comissão Europeia há já quase um ano, é uma anedota. Restringe-se à participação de empresas israelitas num fundo para a inovação, deixando intactos todos os outros apoios e a relação comercial privilegiada.
Será que os exames nacionais avaliam de forma justa os alunos aquando do desenvolvimento de todas as competências firmadas no perfil do aluno à saída da escolaridade obrigatória? Faz sentido o futuro de um estudante estar tão dependente de um dia, que pode ser um dia mau?
As horas de trabalho feminino — remunerado e, sobretudo, não remunerado — limitam a possibilidade de participação em associações, coletivos ou partidos políticos. Esta limitação traduz-se numa menor representação feminina nesses espaços, contribuindo para a perpetuação de estruturas patriarcais.
Max e Maria de Lurdes representam o compromisso pela democracia popular. No efervescer do pós-Revolução, tendo em vista a construção de um Portugal novo, comprometeram-se com a entrega, o empenho e a solidariedade para com o povo, contra a exploração e pela sua dignidade.
Há 19 anos, o RJIES impôs uma visão gerencialista, empresarial e pouco democrática à academia. Agora, entre cambalhotas e armadilhas, o Governo PSD/CDS alterou o diploma, mas falhou redondamente na reversão da matriz do problema.
A greve geral ganha importância para os estudantes. Mais do que uma paralisação laboral, representa uma resposta coletiva de quem recusa aceitar a precariedade, a desigualdade social e a normalização da insegurança económica.
A cidade é hoje um paradoxo: há tanta coisa a acontecer a todo o tempo e, no entanto, há também uma sensação de vazio permanente. As cidades dos nossos dias são cidades de papel – sob o verniz publicitário não há quase nada.