Adriano Campos

Adriano Campos

Sociólogo, dirigente do Bloco de Esquerda e ativista contra a precariedade.

Uma maioria, um governo, um presidente. A direita tem tudo e vai tentar ainda mais. Vai durar algum tempo, mas não eternamente.

Se apenas os homens votassem, André Ventura seria primeiro-ministro? São mesmo os homens mais novos que estão a votar na extrema-direita? Quem propaga o discurso misógino nas redes? Neste artigo, trataremos destas e de outras questões, que vão da manosfera à urna de voto. 

A lista de casas de apostas online é extensa e quase todas revelam um padrão de proximidade com o poder político, tentando influenciar as regras de regulação e garantir o fluxo de lucros milionários via empresas sediadas em paraísos fiscais.

O poder da maioria absoluta é nefasto e todas as oportunidades são poucas para consolidar uma alternativa. Por isso, a esquerda tem que ser frontalmente contra este regime de privilégios e apresentar-se com uma garantia na defesa dos direitos das pessoas.

A fraqueza do governo não mora apenas na arrogância de um primeiro-ministro em pose, porque o país vai bem e não podia ir melhor. O governo é fraco porque não responde aos problemas. Em muitos casos, deixa-os agravarem-se.

Enquanto cada vez mais países e governos decidem ou estudam a introdução de um imposto sobre os lucros extraordinários e a fixação de limites às margens de lucros dos combustíveis, socialistas e liberais concordam em que tudo fique na mesma.

A prática de cartel prejudica os consumidores, pois favorece a concentração de ganhos em poucos grupos da grande distribuição a partir de uma fixação concertada de preços.

Não caindo no negacionismo das vantagens que esta forma de comunicação nos proporciona, nem tentando uma doutrina do abandono e do exílio comunicacional, julgo existirem quatro regras que podem ajudar as pessoas e as organizações a melhor lidarem com este totem da comunicação moderna.

A primeira vaga de despedidos ficou também fora da primeira linha de apoio do Estado, impedida de aceder ao layoff, sofrendo com as insuficiências dos apoios sociais extraordinários, como é o caso dos falsos trabalhadores independentes.

A vitória de Marcelo Rebelo de Sousa beneficiou de uma conformação ao centro, com o apoio de Rui Rio e António Costa, que mobilizaram o grosso do eleitorado, mas também com o apelo para uma vitória à primeira volta, lançado pelo próprio Marcelo perante o crescimento da ameaça à sua direita.