A União Europeia deixou de ser apenas um terreno de disputa difícil: é hoje um projeto em reconfiguração, onde disciplina económica, recuo social, enfraquecimento ecológico e autoritarismo se articulam. É neste terreno que a esquerda terá de se reinventar.
Num país em que o partido agora derrotado se confunde com a oligarquia que controla a economia, o aparelho do Estado, a justiça e a comunicação social, nenhuma mudança será fácil.
O Die Linke conseguiu ser tanto motor da mobilização anti-fascista como crescer nessa mobilização. É, portanto, a Esquerda preparada para o combate político destes tempos.
Não é a primeira vez que os “pró-vida” matam, e, infelizmente, não será a última. O aborto é um cuidado de saúde e não pode ser recusado. Vale a pena olhar para o que se passa na Polónia.
Bem-vindos ao país onde a Educação e a Saúde estão no Ministério do Interior e o governo tem um Gabinete para a Proteção da Soberania, talhado para perseguir quem questiona o regime. No caminho do aeroporto para o centro da capital, outdoors do partido do governo contra a entrada da Ucrânia na União Europeia. Assim é a Hungria versão 2025.
Sabemos que a Paz, uma paz verdadeira e duradoura, não nascerá de um acordo sobre terras raras, tal como não surgirá da ocupação ou colonização, por muito colorida que a IA a pinte.
Marrocos quer os recursos naturais do território ocupado: fosfatos, pescas, energia. E as empresas europeias lá estão: dos cimentos às eólicas, do mar aos minérios. A União não condena a ocupação. Aproveita-se dela.