Adriana Temporão

Adriana Temporão

Investigadora. Doutorada em Ciências Biomédicas na área de Parasitologia. Ativista social, ambiental e contra a precariedade dos trabalhadores científicos em Portugal.

A forma como o Dia da Mulher continua a ser tratado na política local revela o mesmo problema de fundo: demasiados executivos continuam a achar que este é um dia para oferecer flores ou cremes. Quando a política trata a desigualdade com gestos simbólicos, não está a resolvê-la, está apenas a perpetuá-la.

No distrito de Viana do Castelo houve um aumento de 43% no número de vítimas de violência doméstica em 2025, o maior aumento registado no país. Perante estes números, a passividade do poder local e do poder central é ensurdecedora.

São várias as notícias que deveriam despertar a nossa preocupação. Na Galiza, durante este verão várias praias fluviais do Rio Minho foram encerradas devido à baixa qualidade da água. Do lado de cá, porém, não se ouviu qualquer explicação, alerta ou reação.

Temos assistido a um aumento das notícias que dão conta de uma propagação de mosquitos transmissores de doenças infecciosas no território nacional. Não é a primeira vez que os avisos da comunidade científica são ignorados, e continuam a faltar planos de ação concretos.

Imaginem que são de uma pequena região fora dos grandes centros urbanos e que depois de uma década a viver longe da vossa terra natal regressam para lá viver. Sabem quais as diferenças que encontrariam? Praticamente nenhumas.