Carlos Carujo

Carlos Carujo

Professor.

Barbacena tornou-se o nome do chamado "Holocausto Brasileiro" cujas imagens e descrições não deixam ninguém indiferente. “Holocausto brasileiro” é o nome do famoso livro, e posteriormente do documentário, que denunciaram a instituição que deixou para trás cerca de 60.000 mortos. Milhares e milhares viveram e morreram aí em condições mais que deploráveis.

O Chega associou-se diretamente à divulgação das mentiras da extrema-direita espanhola mais violenta que têm servido para justificar os ataques a imigrantes em Torre Pacheco. A extrema-direita institucional é mesmo isso: produz e alimenta-se do ódio ao “outro”.

Há cem anos, a voz singular do dirigente do Partido Comunista de Itália desafiou diretamente Mussolini. O fascismo estava em vias de destruir qualquer vestígio de democracia e Gramsci seria preso pouco mais de um ano depois. A sua intervenção é um documento histórico que revelamos na íntegra.

É tempo de fazermos um balanço das nossas fragilidades e diagnosticar problemas nas infraestruturas críticas e serviços de emergência, de combater a desinformação e de perceber que é a força dos serviços públicos que nos permite resistir às crises.

O primeiro-ministro queixou-se de estar a viver sem cortinas nos sombrios aposentos do Palácio de São Bento. Soa insultuoso a quem sobrevive dificilmente por causa dos problemas profundos de acesso à habitação. Mas não deixemos de ser solidários e mandemo-lo de volta para o conforto da sua casa de luxo.

Agora, emergem das masmorras sírias vítimas e relatos escabrosos. Não são uma surpresa. Não são invenções. Não são propaganda. São milhares e milhares de vidas destruídas ao longo de décadas. Não podem dizer que não sabiam.

Nesta comunicação, apresentada no Fórum Socialismo 2024, Carlos Carujo revisita o legado de António Gramsci com a lente de 2024, retirando da política do histórico pensador e político marxista considerações para o século XXI.

Foi figura destacada do Maio de 68, foi preso pela sua atividade política, teve o quarto destruído por uma bomba da extrema-direita, foi candidato presidencial, eurodeputado, dirigente partidário que nunca virou a cara ao combate e que esteve em todas as lutas. Foi, numa palavra, um revolucionário. E vale a pena conhecê-lo.

Um novo relatório mostra a dimensão da infiltração num pequeno partido de esquerda, o SWP. Mas o caso envolve mais de mil organizações. Roubo de identidades de crianças mortas, manipulação de relações íntimas durante anos, tudo valeu para a espionagem político-policial. Por Carlos Carujo.

Após ter ficado a 1,2% da segunda volta das presidenciais, Mélenchon transformou a derrota numa dinâmica de unidade à esquerda. E agora é mesmo ele quem desafia o presidente eleito nas legislativas que se avizinham. Mas a unidade não é um slogan e os seus caminhos são complexos. Artigo de Carlos Carujo.