Antonio Gramsci foi um símbolo de resistência ao fascismo, mas também de capacidade de renovação de um marxismo que não desiste de ser crítico. Por Carlos Carujo.
Corte de 37 mil milhões de euros nos gastos de saúde nos últimos dez anos, redução de 50% de camas de hospital, menos 46 mil trabalhadores nos hospitais. Foi este o estado de saúde do setor da saúde que o coronavírus encontrou quando desembarcou tragicamente em Itália.
Daniela Carrasco era uma artista de rua chilena que apareceu morta depois de, alegadamente, ter sido levada pela polícia. Aparentemente não podia ser mais diferente de Joker, personagem ficcional reinventado por Todd Philipps. Partilham o facto de se terem tornado em símbolos improváveis na nova onda de revolta mundial.
A exposição Banksy: Génio ou Vândalo está na Cordoaria Nacional até 27 de outubro. O evento não é reconhecido pelo autor que se opõe à comercialização da sua obra. E o estatuto do artista gera uma disputa simbólica entre a omnipotência da normalização mercantil e a possibilidade de subversão.
Gramsci 44, um docudrama realizado em 2017 por Emiliano Barbucci, está agora disponível online gratuitamente. Aborda o período de detenção do dirigente do PCI em Ustica e a criação pelos detidos de uma escola.
O mais recente filme de Alfonso Cuarón mostra-nos o México do início dos anos 70. Um México em que nostalgia da infância se mistura com a violência política. E recorda-nos o massacre do Corpus Christi perpretado por milícias financiadas e treinadas pelo governo e pelos serviços secretos norte-americanos.
Campos de reeducação massiva para a minoria uigur, prisão de ativistas laborais e de jovens inspirados pelo legado político de Mao. Xi Jinping introduziu mudanças na forma de lidar com a dissidência. Esta é a segunda parte do retrato sobre a China dissidente.
Jovens comunistas, a minoria muçulmana, novos pobres urbanos, LGBTQ+, feministas, grevistas e sindicalistas. São uma China diferente, tão longe das imagens orientalistas ocidentais quanto dos discursos oficiais.
O G20 encerra este sábado. Esteve apenas de passagem na Argentina. Já o FMI entrou para ficar. Pela 21ª vez, esta instituição dita as regras num país que se afunda na austeridade. Inflação, desvalorização da moeda e contração da produção impuseram que o ajustamento acabasse por ser ajustado.
Segundo a agenda oficial o debate é sobre “o futuro do trabalho, a infraestrutura para o desenvolvimento e um futuro alimentar sustentável”. Mas o que marca a cimeira é outra agenda que abrange o conflito entre Rússia e Ucrânia, a guerra no Iemen, a guerra comercial EUA-China e o regresso do protecionismo.