Carlos Carujo

Carlos Carujo

Professor.

Abre esta quinta-feira com uma sessão de ioga e de meditação promovida pelo presidente indiano. Mas não será certamente para meditar que 24 mil polícias foram convocados e que um verdadeiro estado de sítio foi declarado. “Radicais islâmicos” e anarquistas têm sido apresentados como o inimigo interno.

Ainda que os trumpinhos lusos possam estar escondidos, vão-se mostrando cada vez mais descaradamente. Por isso, é tempo de combate.

Para nos opormos às fábricas de mentiras precisamos ser trabalhadores da contra-hegemonia apostados em construir uma contra-hegemonia dos trabalhadores.

A bonomia cooperante deu lugar à ameaça sorridente: estabilidade até às autárquicas. Esta ameaça presidencial junta-se assim à chantagem das instituições europeias como facto político relevante.

À direita, dois argumentos principais têm sido avançados para defender a manutenção do financiamento por dinheiro dos contribuintes dos colégios privados com contratos de associação (e com escolas públicas por perto): o “direito à escolha” e os “compromissos” assumidos.

O cenário mais provável é o concretizar da Primavera Costista que promete um tempo de degelo da austeridade. A acontecer isto, a pressão da direita e dos media não será a dificuldade central que a esquerda terá de enfrentar. O problema maior é o que vai a esquerda fazer quando as coisas correrem mal.

O grande debate foi afinal medíocre. Felizmente, podemos escolher a coragem em vez da mediocridade.

Por hegemonia entende-se a direção política e intelectual de uma ou várias classes. A forma como Gramsci utiliza o conceito implica uma orientação para a conquista do consenso, ainda antes de uma tomada de poder, e implica uma política de alianças. Artigo de Carlos Carujo, publicado na Revista Vírus nº6.

A guerra entre humanos e máquinas, com toda a sua disparidade de forças, coloca-nos abertamente o problema da revolução contra o sistema dominante que se desenvolve nos dois filmes seguintes. Porém, Matrix, apesar das promessas iniciais, não contém uma mensagem revolucionária. Pelo contrário, torna-se uma experimentação da revolução impossível. Por Carlos Carujo.

O partido do Estado mínimo e da concessão a privados dos espaços e bens públicos e o do esbanjamento propagandístico de recursos públicos para se eternizar no poder são afinal um só e o mesmo.