O movimento contra a exploração de petróleo e gás em Portugal é a luta “ambiental” mais expressiva das últimas décadas, comparável apenas à luta contra o nuclear em Ferrel.
Sentir, mais uma vez, que estamos do lado certo da história dá força para que outras lutas se enfrentem e se travem com tanta garra como a dos moradores e moradoras do Bairro de Santa Rita.
A violência neofascista já está entre nós e tem sido, basicamente, ignorada ou desvalorizada. A extrema-direita está agora, no início deste século, em clara fase ascendente.
É uma frase feita dizer-se que em Portugal temos excelentes leis mas péssimas práticas. Como todas as frases feitas, também esta tem uma parte de mentira.
Por toda a parte, a direita vive hoje para a polarização máxima. Não é por destrambelho nem por má vontade. É porque essa é a sua resposta à crise da democracia liberal a que o mundo assiste.
É sempre possível encontrar pontos de relativização ou de fuga, coordenadas para omitir algo que tem que ser dito ou para usar e abusar de silêncios. A tal física possibilidade do copo meio cheio ou vazio.