Na “nova economia” não há vencimentos fixos, horários, férias ou fins-de-semana. Trabalha-se sempre que há trabalho. Enquanto ainda há trabalho. Todos passamos a ser empresários de nós próprios.
Adicionar operações urbanísticas que favorecem a especulação imobiliária e criam fortunas de um dia para o outro é deitar gasolina no fogo. Os avisos de transparência e de prudência devem, pois, ser ouvidos.
Os seniores, na sua generalidade, supuseram que a saída da vida activa equivaleria a ter direito a um percurso tranquilo nessa fase adiantada das suas vidas. Supuseram mal. A tranquilidade não mora aqui. Aqui é o inexpectável, o abismo.
Com a desaceleração do comércio mundial, cujo ritmo se reduziu para metade com a crise, e com a produtividade estagnada, resta uma forma de gerar lucros, o sonambulismo financeiro.
A mudança reclamada pelo movimento social não responde a agendas ideológicas nem a modas. Responde simplesmente ao imperativo da igualdade e da justiça.