Otelo, que Shakespeare escreveu em 1604, não é uma tragédia doméstica. Otelo é uma tragédia política. Porque é da política o fim de tantas mulheres de má estrela que, como Desdémona, foram mortas pelo alegado amor de homens.
Os jornalistas estão cada vez mais limitados na sua independência e são alvos de pressões diárias das chefias e administrações que controlam o eles escrevem, reportam, de acordo com os projectos políticos, económicos e modelos de negócio.
O Brasil está a viver um momento histórico, de combate acérrimo. Contra a indiferença ao outro e contra o ódio, este sábado, 29 de Setembro, juntaram-se milhões contra o mais facínora candidato da história das eleições presidenciais do Brasil.
Os factos são simples: dois homens violaram uma mulher inconsciente e ficaram impunes. Essa é, infelizmente, a regra nos casos de violação em Portugal, não a excepção.
A transparência na governação e na administração pública é condição essencial à democracia. Mas a palavra “transparência” é utilizada muitas vezes – demasiadas vezes – como verbo de encher.
As rendas são a moderna caverna de Ali Babá, está lá tudo. A novidade em Portugal é o desvio de algumas das rendas mais suculentas para fora da bolsa dos infelizes barões financeiros portugueses.