Maria Luísa Cabral

Maria Luísa Cabral

Bibliotecária aposentada. Activista do Bloco de Esquerda. Escreve com a grafia anterior ao acordo ortográfico de 1990

É cansativo estar sempre a bater na mesma tecla mas se tem de ser, que o seja. Acabamos de celebrar 50 anos do 25 de Abril e isto não é saudosismo. Se precisa de nome, é gratidão.

Valiosos equipamentos urbanos sofrem desmandos desnecessariamente. Uma autarquia com uma verdadeira política de cultura estaria atenta e interviria a tempo. Desta vez é a Livraria Férin, em pleno Chiado, que ameaça desaparecer.

A inclusão do IUC no Orçamento de Estado 24 parece o fim das nossas vidas. Será?

Passaram mais de dez anos desde que saímos à rua em gigantescas manifestações contra o corte nas pensões. Apesar do que ganhámos até hoje podemos ir mais longe, no horizonte o Estado Social. Saberemos como fazê-lo?

A educação, a saúde, a habitação têm vindo a ser desfiguradas por governos incapazes. O actual acumula erros e é razoável temer mais do mesmo, sempre para pior. A democracia não se sustenta de intenções ou declarações pomposas. Quer acção concreta, nós apoiamos.

Quem é mais populista, os que recorrem aos mecanismos do Estado ou os que ambicionam usá-los mas estão à porta? Desvergonha total, não é hora de rejubilar. Mas é hora para desfraldar bandeiras pelo fim das pensões de miséria. É tempo de Abril, essa é a luta.

Não carecia, há muito tempo que as barracas se sucedem. A problemática situação da habitação, o episódio do pequeno Potemkine, o IVA sobre alguns produtos alimentares, ilustram bem o desnorte do governo, a insensibilidade e o desconhecimento.

No espaço da Faculdade de Ciências na Rua da Escola Politécnica, uma exposição que é um sinal dos tempos. IMPULSO FOTOGRÁFICO: (Des)arrumar o arquivo colonial, uma exposição que mexe connosco. Artigo de Maria Luísa Cabral

Os professores deverão contar com todos, as famílias, os conhecidos e amigos, no activo ou reformados. No dia 11 de fevereiro, trata-se muito mais do que uma manifestação de ordem profissional.

Manifesto-me no âmbito deste escândalo relacionado com a organização das JMJ porque se há tantos milhões disponíveis, então apliquem-nos para suavizar a vida de 2 milhões de portugueses e não para os humilhar. Que é feito do espírito cristão?