A questão central da tática aprovada é que o PSOL oferecerá apoio incondicional ao governo Lula contra a oposição bolsonarista, no Parlamento e nas ruas, mas não participará do governo.
Romantizar o dia-a-dia nas Flores é fácil. Difícil mesmo é gerir a vida onde tudo tarda em chegar. Não vejo em nenhum dos partidos, que sustentam este governo, uma real preocupação com as e os residentes nas Flores.
Se não saíssem, por alturas do natal, tantos artigos cheios de grandes lições do ano que termina, é provável que o novo ano se recusasse a entrar. A questão jamais se colocou, pois sábios balanços nunca faltam. Vou recordar apenas alguns.
Parece uma triste sina nacional, esta repetição tanto do desastre quanto das explicações sobre o falhanço dos remédios que estão disponíveis e foram garantidos com fanfarra e com inauguração marcada, os famosos túneis de escoamento.
O que a OCDE agora vem promover é a mesma proposta que a direita utilizou para esconder a mão neste debate durante as últimas décadas: uma suposta progressividade no pagamento de propinas, que permitiria financiar o Ensino Superior de forma justa.
É preciso aprofundar o debate sobre instrumentos estratégicos para a cidade e realizar ações para aumentar a permeabilidade de Lisboa, além de medidas de diminuição de emissões.
O Governo encomendou mais um estudo à OCDE sobre financiamento do sistema do ensino superior público português. À imagem de outros documentos desta entidade, mais uma vez vieram explicar como é bom pagar mais para estudar.
O ciclo de violência doméstica é conhecido pelas suas três fases: aumento de tensão, ataque violento e lua-de-mel. Estes ciclos de violência são mais comuns em situação conjugal, onde as mulheres são as principais vítimas, mas de uma forma geral os ciclos de violência estão a disseminar-se na sociedade.
Aceitar a legitimidade da secularização por referendo da morte assistida é uma desistência da Igreja por mero estratagema político e por encosto a quem pouco se interessa pela coerência.
Não somos apenas “a geração mais qualificada de sempre” que importa reter pelo seu valor económico, somos pessoas com direito ao trabalho digno e seguro, à habitação, a viver uma vida que nos satisfaça, independentemente das nossas qualificações.
Foram esta semana aprovadas as novas regras legais sobre trabalho em plataformas, que vão obrigar a alterações no setor. Mas o debate em torno das plataformas digitais vai muito além da regulação das relações de trabalho que hoje existem neste setor.
Chegando ao fim deste ano marcado pelas eleições legislativas e a catástrofe dos incêndios que nos levaram boa parte dos nossos territórios, como foi o caso da Serra da Estrela, seria importante refletir estas nossas lutas e de como as levamos connosco na viragem do ano.